Respeito ao Pachuca, mas nunca reverência

O Pachuca deve ser respeitado. A maneira mais fácil de ser derrotado é subestimar o adversário.

Ainda mais quando se trata de uma decisão, um campeonato que se decide em 90 minutos. É quando o time com menor poder de fogo pode surpreender e cometer o crime. Um crime sem volta. Não é por nada um que jogo desse tipo é conhecido por mata-mata. Morreu, morreu.

É fazer a mala, enfiar o rabo entre as pernas, e fazer como o Inter naquele vexame de 2010 diante do Mazembe, que inspirou a minha Mazembier.

Então, assim como o Pachuca pode vencer o Grêmio num dia dos mais iluminados de sua história, o mesmo pode acontecer numa suposta final com o Grêmio batendo o Real Madrid.

A lógica é que o Grêmio vença o time mexicano com seu goleiro de futebol de mesa: 1,72 de altura. Penso até que vence com alguma facilidade. A não ser que o Pachuca tenha mais jogo para mostrar do que esse exibido neste sábado diante do Casablanca.

Acredito que o Pachuca é mesmo só o que mostrou. Faz uma campanha sofrível no campeonato mexicano. No Brasileirão, estaria flertando com o rebaixamento.

Assim, vejo o Grêmio virtualmente na final contra o time de Cristiano Ronaldo. Não consigo imaginar o Pachuca lá, não consigo. Nem com muito esforço de imaginação.

Mas, repito, nesses 90 minutos decisivos é preciso enfrentar  o Pachuca com respeito, muito respeito e seriedade, mas nunca reverência.

TRI DA AMÉRICA, PORQUE ESTA TERRA TEM DONO

Reserve logo sua cerveja. Estoque muito limitado, mesmo.

Depois não vem chorar como torcedor colorado quando caiu pra segundona.

TRI da América, a cerveja mais pedida

Demorou, mas a cerveja comemorativa ao TRI da Libertadores está prontinha para ser degustada e depois, garrafa vazia, repousar como um troféu.

Na verdade, eu estava em dúvida sobre lançar ou não mais uma ‘cerveja campeã’, ou ‘cerveja do Grêmio’.

Desde o lançamento da Cerveja 1983, em 2010 – vieram depois a Olímpico, a 1903 e a PENTA -, eu sempre pensei que poderia ter a parceria e o respaldo do clube, mas há obstáculos contratuais. Uma multinacional do setor cervejeiro, segundo fui informado pelo marketing do clube tempos atrás, tem exclusividade no Grêmio na área do líquido dourado.

Então, fiquei meio desanimado. Mas continuei com o projeto, até porque sempre aparece alguém entrando em contato para pedir as cervejas. Para atender essa demanda normalmente tenho um pequeno estoque.

Bem, a cerveja do Tri não iria sair. Mas foram tantos os pedidos que decidi lançar mais uma marca destinada aos gremistas. Seria uma pena, também, deixar em branco conquista que nos enche de alegria e de orgulho.

Por isso, aí está a TRI DA AMÉRICA – nome mais original impossível. Uma cerveja tipo Lager, natural, perfeita para o paladar gremista, amarga para os colorados.

Bem, quem tiver interesse é só entrar em contato comigo ou com a Cevagol – cervejas especiais (www.cevagol.com.br).

Informo, e não é conversa de vendedor, que tenho apenas umas cinco dúzias da TRI. Depois, só com reserva.

O criador do rótulo da TRI é o gremistão Ricardo Groisman Lopes, designer gráfico. Destaque para a frase do lendário Sepé Tiaraju: esta terra tem dono. Sim, é o Grêmio.

Lupicínio e a inveja que paira no ar

O Grêmio fez uma despedida discreta, sem ufanismo, nem oba-oba. Muito diferente da que o Inter fez em 2010.

Foi no dia 8 de dezembro. Quase 30 mil pessoas no Beira-Rio. Aí, o capitão Bolívar pega o microfone, impregnado de soberba, e dispara:

“Podem ter certeza que vamos fazer o melhor e podem ter certeza que no dia 20 estaremos aqui comemorando bi mundial”.

Nunca me esqueci dessa despedida. Muito divertido tudo isso.

O Grêmio faz diferente, talvez até tomando essa atitude colorada como lição. Nada de pensar no Real Madrid. Antes de chegar à final, é preciso superar um obstáculo.

Fora isso, é preciso ficar atento ao comportamento de boa parte da imprensa gaudéria. A maioria só fala no Real Madrid, no Cristiano Ronaldo, etc. Como se não tivesse nenhuma pedra no meio do caminho.

Esse tipo de coisa vai envolvendo o jogador, é difícil não projetar um jogo contra o fabuloso Real Madrid, ainda mais com esse “incentivo amigo”.

O importante é que Renato, que já levou umas rasteiras na vida, conhece a cabeça de seus comandados, e saberá administrar essa situação.

Agora, é impressionante o que ando lendo e ouvindo. O Real Madrid, segundo um e outro ‘especialista isento’, chegou ao fundo do poço (juro, eu li isso, só não lembro onde, acho que foi o Denardin), não é mais aquele, dando a entender que não será difícil vencer o time espanhol.

Viram? sempre o Real, nunca o Pachuca ou o Casablanca, adversários de respeito, superiores ao Mazembe, principalmente o time mexicano.

Agora, o que move certos jornalistas? Tem aqueles colorados que todos conhecem – e eles já sabem que não enganam mais ninguém – e os gremistas que o cornetadorw chama de ‘justinos’.

Parte deles não disfarça que está secando, embora tentem disfarçar que um título mundial ‘fará bem ao futebol gaúcho’, ‘valoriza nosso trabalho’, etc. Uma conversinha pra boi dormir.

Eu sequei o Inter e trabalhava na imprensa. Mas sempre que escrevia o fazia mantendo neutralidade.

Hoje, quando leio e ouço algumas pessoas – a inveja é grande – lembro na hora do Lupicínio com a sua Nervos de Aço:

“Eu não sei se o que trago no peito. É ciúme, é despeito, amizade ou horror”.

Fico imaginando a dor profunda que eles irão sentir se o Grêmio for campeão do mundo de novo.

Será bonito de se ver. Lágrimas e ranger de dentes…

CARTOLA

Parabéns ao vencedor da Liga Boteco do Ilgo: “GRÊMIO 1903 FC”. Entre em contato pelo Twitter ou por e-mail contato@cevagol.com.br para receber o prêmio. O segundo colocado, “O Jejum Virou F.C.” também tem direito a um prêmio, basta entrar em contato.

 

A ‘gurizada medonha’ do Grêmio

Enquanto via, espantado, o time C do Grêmio dar um calor nos titulares do Atlético Mineiro, no estádio Independência completamente lotado, não pude deixar de lembrar do ‘gurizada medonha’.

Quem transitou pela Rua da Praia, nas imediações da rua Uruguai, ali pelos anos 90 e 2000, deve ter deparado com um vendedor de bilhetes com voz de tenor, rosto sofrido, ao lado de um menino com múltiplas dificuldades, numa precária cadeira de rodas.

“Gurizada Medonha”, gritava o vendedor – já falecido se não me engano – para chamar atenção e vender seu produto ou ganhar uma esmola.

Não encontro melhor expressão para definir esse bravo time de jovens do que esse bordão.

Foi uma gurizada medonha tricolor que deu um susto nas estrelas do time mineiro. Foi lindo de ver Robinho e Fred correndo como loucos e nos minutos finais se esgarçando para garantir a vitória por 4 a 3. Um resultado, injusto, festejado como título pelos experientes jogadores do Atlético e sua torcida, que foi ao jogo pensando que veria uma goleada tranquila e acabou sofrendo até o apito final.

Na verdade, o time gremista surpreendeu a todos, inclusive sua própria torcida. Quando vi a escalação do Atlético e a do Grêmio só pensei numa coisa: tomara que não seja por mais de 3 gols a derrota.

Bastaram alguns minutos para começar a mudar de ideia. A gurizada gremista mostrou que é medonha. Saiu três vezes na frente do placar, algo inimaginável, coisa de atordoar o técnico Osvaldo Oliveira, que antes do jogo lamentava que o Grêmio fosse obrigado a improvisar tanto em função de sua situação pré-mundial. Osvaldo, é claro, previa uma vitória fácil, serena, sem sobressaltos.

Bem, vamos ao que interessa: quem teria condições de dentro de alguns meses disputar posição no time titular?

Hoje, ainda sob efeitos da atuação impressionante da gurizada, um time inexperiente que mostrou entrosamento difícil de entender num time que fazia sua primeira apresentação no Brasileirão, eu devolveria a pergunta com outra: quem ficaria de fora?

Sem titubear, apenas o goleiro Bruno Grassi, justo o mais experiente. Ele começou muito bem, mas acabou levando dois gols de falta. O segundo foi de muito longe. Está certo, foi uma bola batida pelo Otero, cobra muito bem, e a bola fez uma curva a poucos metros do Bruno. Mesmo assim, inaceitável.

Logo depois, o Atlético teve um jogador expulso, as luzes do estádio se apagaram. Quando o jogo recomeçou, após uns 10 minutos, a gurizada tricolor foi pra cima e encurralou Fred e cia. Tentaram intimidar os jovens na base da porrada e dedo na cara. Sem efeito.

A lamentar que o craque do jogo, Jean Pyerre, 19 anos, tenha saído por lesão ou cãibra. Com ele em campo para articular as jogadas, o que acabou faltando, o Grêmio poderia ter vencido. Um Grêmio que mostrou em vários momentos no jogo um futebol tão envolvente quanto o dos titulares, evidenciando que aí tem a mão do mestre Renato Portaluppi.

DESTAQUES

Bem, Jean Pyerre abre a minha de lista de destaques, ele que ao lado de Patrick já vinha despontando. Penso que ele Renato deve levá-lo para o mundial.

Num nível logo abaixo colocaria Pepê, um atacante rápido e atrevido. Depois, o atacante  Dionathã, os volantes Balbino e Machado, a zaga Ruan e Emanuel (quase não deixaram o guru dos aipinistas jogar) e o lateral Conrado.

Claro, que o futebol nesta fase é um funil apertado. Poucos passam para o time principal e se destacam.

Mas o fato é que essa geração é muito boa, ao contrário do que parecia. Como dizia o narrador do jogo pela TV, é uma meninada que dá muita esperança e que neste domingo deixou orgulhosa a torcida gremista.

 

 

 

É bom demais ser gremista

Orgulho de ser TRICAMPEÃO da América dando show de futebol;

Orgulho de vencer os dois jogos da etapa final da Libertadores sem abdicar nunca de atacar, mantendo ao máximo seu padrão de jogo;

Orgulho de ver o Grêmio recebendo os maiores elogios da crônica esportiva do centro do país, que utilizou adjetivos como ‘impecável’ para definir o futebol que o time praticou durante a maior parte do tempo no estádio do Lanus, onde o dono da casa é quase imbatível;

Orgulho de ver um ex-atacante do nível de Casagrande confessar que gostaria muito de jogar nesse Grêmio atual;

Orgulho de vencer quatro dos sete jogos fora de casa na Libertadores, mostrando que é possível ser vitorioso em qualquer competição sem precisar armar retrancas e ficar dependendo de uma jogada para vencer;

Orgulho de pertencer a uma torcida que muito antes de o jogo começar já lotava a Goethe, território desbravado pelo Grêmio que hoje foi retomado de maneira grandiosa;

Orgulho de ver a majestosa Arena sendo tomada por mais de 30 mil torcedores numa noite em que o time jogava em outro local, mostrando sua paixão e sua fé em Renato e seus comandados;

Orgulho de torcer por um treinador que em pouco mais de um ano fulminou com todas as desconfianças em relação ao seu potencial, armando um time forte e organizado para conquistar uma Copa do Brasil e uma Libertadores da América, tendo a humildade de manter a base herdada de Roger Machado;

Orgulho de torcer por um treinador que é o único no país a ser campeão da Libertadores tanto como técnico como na condição de jogador;

Orgulho de torcer por dirigentes que souberam estruturar e planejar o clube, em meio à críticas e questionamentos, para atingir o objetivo maior na temporada, que é a Libertadores;

Orgulho de torcer por um time formado por cidadãos, profissionais sérios, que colocaram os interesses do coletivo acima do individual, o que acabou sendo decisivo para a conquista do Tri da América;

Orgulho de torcer por jogadores considerados por alguns torcedores como insuficientes para defender o time, como aconteceu com Marcelo Grohe, Jaílson e Fernandinho, só para ficar em três nomes que se destacaram neste jogo histórico contra o Lanus;

Orgulho de torcer por um time que tem jogadores como Luan, autor de um gol antológico, e eleito o melhor da competição, e Arthur, escolhido o melhor em campo, mesmo tendo de sair mais cedo por motivo de lesão;

Enfim, são muitos os motivos para sentir orgulho nesta noite mágica, de emoção, de lágrimas e de euforia.

Mas tudo pode ser resumido numa frase:

É bom demais ser gremista.

Jogo para superar tudo e todos

Que os homens de preto podem decidir jogos com seus ‘erros humanos’, ninguém tem dúvida.

Essa é a maior preocupação que tenho em relação ao jogo desta quarta-feira, contra o Lanús, clube médio com uma equipe competente, mas que só chegou à final da Libertadores graças ao apito amigo.

Apitos à parte, o momento é de focar no futebol, jogar bola. Ser superior ao adversário e ao que mais se atravessar no caminho rumo ao título.

A direção fez a sua parte fora de campo, agindo nos bastidores. Que não se repita 2002. Confiram:

http://cornetadorw.blogspot.com.br/2017/11/o-fantasma-em-buenos-aires.html

Não é fácil, mas é o caso de superar tudo e todos.

O importante é jogar sem medo de ser feliz. Compenetrado em superar o adversário, procurando deixar de lado a arbitragem, que terá sobre si os olhos do mundo depois do que aconteceu na Arena e em jogos anteriores do Lanus.

Sabemos que Kannemann vai fazer falta – não foi por nada que o juiz chileno tratou de dar um amarelo pra ele. Mas quero declarar aqui que eu confio em Bressan.

Ele não comprometeu nos últimos jogos em que foi chamado. Em alguns até foi muito bem. Não foi aquele zagueiro afoito nem atraiu a desgraça para o seu lado, como era comum acontecer. Bressan não parece ser mais um imã de atrair infortúnios durante o jogo.

E digo mais, Bressan costumava fazer gols em escanteios. Olha, o último faz mais de ano, se não me engano. Pela lei das probabilidades, está mais do que na hora de ele fazer um gol de cabeça. Acredito nisso.

Assim como acredito na estrela de Renato, hoje o melhor treinador em atividade no futebol brasileiro. Ele é perfeito? Não, mas tem feito a sua parte com brilhantismo, administrando os egos do vestiário, fazendo as melhores opções para aquilo que se propõe, treinando jogadas, armando estratégias para superar obstáculos em campo e encontrando soluções para suprir carências técnicas em função de lesões, etc.

Sobre o jogo, espero que Renato arme o time de forma a garantir pelo menos o empate no primeiro tempo. Acho que o melhor mesmo é largar com o time que começou o jogo anterior.

Bem, no segundo tempo, a pressão da necessidade de um gol para não perder o título nos 90 minutos será terrível para os argentinos. E é aí que Renato poderá tirar proveito de um desespero crescente do time rival e sua torcida, para buscar o gol no contra-ataque.

Então, a vitória virá. O TRI será uma realidade, não mais um sonho.

Bem, sempre acreditando numa arbitragem honesta, isenta.

 

 

 

Brasileirão chegando ao fim morno e sem emoção

Mais um Brasileirão de pontos corridos chegando ao fim. Aliás, com um final delineado já nas primeiras rodas, quando o campeão Corinthians começou a disparar com uma série impressionante de vitórias sucessivas.

Acumulou tanta gordura, que mesmo desabando no returno, conseguiu manter-se no topo. O único clube que realmente chegou a ameaçar esse título dos paulistas foi o Grêmio, mas este estava dedicado à Copa do Brasil e à Libertadores.

Sou contra os pontos corridos. Desde o início fui contra, e continuo contra.

O maior argumento dos defensores dessa fórmula imitada dos europeus é que o título premia a regularidade. Tudo bem, mas favorece aquele que só tem uma competição a disputar, o Brasileirão, em detrimento de outro que tem uma Libertadores. Então, ao segundo fica mais complicado manter a regularidade durante uns oito meses.

Então, o que se vê é um Corinthians comemorando o título numa situação morna e sem sal, sem pimenta, antes mesmo de o campeonato terminar.

Restaram as migalhas, disputa por vaga aqui ou ali. A grande atração nesta reta final é luta dos miseráveis para fugir do rebaixamento à Segundona, que voltará a ser chamada assim no ano que vem aqui abaixo do Mampituba porque o glorioso Inter subiu. Até há pouco era série B, e até Brasileiro. Nunca segundona.

Este é o Brasileirão que favorece, na verdade, as duas equipes mais ricas, aquelas que recebem o maior volume de verbas da televisão: Corinthians e Flamengo.

Há de chegar o dia em que o clube carioca vai se ajeitar, assim como o Corinthians, e aí teremos os dois se revezando no pódio. Eu, se fosse dirigente do Flamengo, contrataria o Tite, após o Mundial, para colocar ordem na casa, assim como ele fez no Corinthians, deixando um time pronto para seu auxiliar.

A minha fórmula, e a de muita gente que privilegia uma competição com uma avalanche de emoção na briga pelo título, é zerar tudo do primeiro para o segundo turno. O campeão do primeiro turno enfrentando o campeão do returno. Até nem pesquisei para ver quem seria o rival do Corinthians nesta hipótese. Se um clube conquistasse os dois turnos, bem, aí seria consagrado campeão.

Caso contrário, haveria uma disputa entre os dois primeiros colocados em dois jogos. O time com maior pontuação somando os turnos levaria uma vantagem, que pode ser a finalíssima em sua casa.

Simples. A fórmula valoriza a regularidade e mais ainda a emoção.

Grêmio

Com um time reserva mesclado com jogadores do terceiro escalão, o Grêmio ficou no 1 a 1 com o lanterna Atlético Goianiense. Foi a despedida da Arena nesta temporada em jogos oficiais.

Não há muito o que dizer sobre o jogo, morno e sem graça como a festa do Corinthians pelo título.

Sobre os jogadores: Thyere foi o melhor da defesa, inclusive participando do gol de empate, marcado por Poletto, um jovem promissor.

A lamentar a falha de Paulo Vitor no gol adversário. Saltou atrasado. Mas tem crédito, um crédito que alguns gremistas não dariam ao Grohe até pouco tempo atrás.

Gostei e não gostei do Kaio. Por vezes penso que ele é bom, tem futuro. Outras vezes me decepciono.

Na frente, o melhor foi Dionathã, mas também nada de especial. Foi o melhor. Gostei também do Jean Pyerre, que substituiu Patrick. Este voltou a jogar um futebol menor para o seu potencial.

Beto da Silva, que voltou de novo, até consegue alguma jogadinha, mas sem maiores consequências, sem falar que ele parece ter sobre sua cabeça uma nuvenzinha escura. Nada certo com ele.

Inter

Soube que encomendaram até caixa de som para festejar um possível título da série B. Seria o título que abonaria a frase ‘campeão de tudo’. Com o segundo lugar, até isso o Inter perdeu.

Assim como perdeu muita coisa nesses dois últimos anos, aquelas provocações comuns de mesa de bar e de rede social. Por exemplo, as caixas de som para anunciar o RG no Olímpico. Gerou muita brincadeira. Agora até isso acabou.

 

Grêmio tenta desarmar a bomba que pode detonar o TRI

A direção do Grêmio tenta por todos os meios desarmar uma bomba pronta para detonar nosso sonho de conquistar o TRI da América no dia 29, em Buenos Aires.

Foi feliz o ex-presidente Luís Carlos Silveira Martins ao afirmar que a Libertadores está direcionada para o Lanús, um clube médio, mas que tem um presidente influente e seboso, mais escorregadio que muçum ensaboado.

Em Porto Alegre, era todo sorrisos, fala melíflua e conciliadora, cordato e discreto. Foi só desembarcar em seu país para mudar totalmente. Sacou uma metradora giratória e disparou para tudo que é lado. Sobrou até para um gandula que, segundo ele, teria agredido o goleiro Andrade.

Foi um erro monumental, porque despertou a atenção do pessoal das redes sociais, que logo colocou no ar vídeos em que aparece o goleiro pulando sobre as placas de publicidade e agredindo um gandula. Então, o que houve de fato foi o goleiro batendo no gandula, não o contrário.

Se o árbitro não viu, seu auxiliar de goleira não pode deixar de ter visto. O fato é que esse goleiro merecia uma punição, nem que seja agora em função das imagens muito claras da agressão. No mínimo, Andrade merece um cartão amarelo. No mínimo. A lamentar que o gandula não registrou um BO pela agressão.

O problema é que na bomba armada para dar o título ao Lanús não está prevista a ausência do goleiro titular, figura importante no esquema dos argentinos. Para quem não sabe, ele tem dois cartões amarelos, está pendurado.

Se o goleiro for suspenso em função do que se viu, será um sinal de que o Grêmio está conseguindo neutralizar o explosivo armado lá atrás, quando o Lanús conseguiu ganhar 3 pontos da Chapecoense no tapetão. Se fosse o contrário, nunca haveria essa reversão de pontos.

O presidente Romildo Bolzan faz muito bem em protestar, em denunciar, principalmente o absurdo que foi não marcar o pênalti sobre Jael, que, aliás, cresceu no meu conceito pelo que jogou e também por ter encarado os argentinos.

O Grêmio, entre outras coisas, quer a gravação do que ocorreu na sala de vídeos – isso fica registrado, e eu não sabia. Nessa gravação pode aparecer o que se passou no lance do pênalti escandaloso, bem diante dos olhos esbugalhados do juiz chileno.

Outra reivindicação é afastar o assessor internacional, o argentino Hector Baldassi, o cara que irá observar e avaliar o trabalho dos árbitros. O regulamento impede que essa função seja exercida por alguém do mesmo país de um dos times. Isso está no regulamento, mas não se respeita.

Sobre Baldassi: concorreu a deputado pelo partido do atual presidente argentino, Maurício Macri. Tem projetos na área social. Um deles dá ênfase aos clubes de bairro, como o Lanús. Olha a coincidência: na decisão contra o Boca, em 2007, Macri era presidente do clube. Concorria a prefeito de Buenos Aires. Com o título, acabou eleito. Sua carreira política alavancou desde então. Hoje, outro político no caminho do tricolor. Se o Lanús for campeão, ele irá se dar muito bem.

O presidente Romildo Bolzan chama atenção, não para esse lado político, mas para as questões de campo, do jogo. Alerta a opinião pública para o que aconteceu e, principalmente, para o que pode acontecer no segundo jogo. É uma tentativa mais do que válida, obrigatória.

Se Romildo tiver sucesso, e o jogo for decidido sem interferência externa, a conquista do TRI pode deixar de ser um sonho.

Caso contrário, o Grêmio terá de fazer uma ‘Batalha de Lanús’, porque as forças opostas são poderosas e inescrupulosas.

CBF

O que faz a CBF nisso tudo? lava as mãos. Não era de ter alguém da cúpula da entidade com o presidente Romildo?

Parabéns ao presidente da Federação Paulista, Reinaldo Bastos, que está ao lado do Grêmio nessa luta desigual.

A Libertadores e suas estranhas arbitragens

Cheguei em casa após a meia-noite decidido a escrever sobre o jogo em si, colocando a arbitragem em segundo lugar. Mas quando vi o lance faltoso sobre Jael decidi mudar o foco. Deixando claro que saí da Arena uns dois minutos antes do final. No rádio, ouvi o pessoal falando sobre o lance. Todos apontando o erro grave do juiz chileno. Em casa, vi que foi um pênalti daqueles inquestionáveis, escandalosos, de alavancar a carreira de qualquer juiz dentro de uma confederação corrupta. Passa a figurar na galeria dos ‘confiáveis’, se é que me entendem.

Eu não tinha nenhuma dúvida de que o maior adversário do Grêmio nas finais contra o Lanús seriam as arbitragens. Antes do jogo – fiquei horas no entorno da Arena e na sede do Multicampeão, por onde passaram centenas de gremistas – a quem me perguntasse eu dizia que o Grêmio venceria até com facilidade, mas que tinha muito medo da arbitragem.

O Lanús já havia mostrado sua força fora das quatro linhas – uma força superior ao futebol que joga – contra o River e também contra a Chapecoense, conseguindo eliminar os catarinenses no tapetão. Dizem o presidente do Lanús é muito amigo do pessoal que comanda a impoluta Conmebol, uma entidade casta, repleta de vestais.

Bem, esse Julio Bascunan começou a aprontar assim que a bola rolou na Arena, diante de 55 mil torcedores. Foram pequenos erros, a começar pela conivência com a cera do goleiro na reposição de bola.

Aqui uma previsão: duvido que no jogo da volta o juiz permitirá que Grohe faça o mesmo. Vai levar o amarelo na segunda tentativa.

Bem, quem como eu acompanha futebol a tanto tempo percebe quando está diante de um juiz tendencioso, mas esperto, que sabe conduzir o jogo de modo a beneficiar um lado. Isso ficou claro pra mim nos primeiros minutos.

Só não esperava que ele fosse tão acintoso a favor do Lanús. Antes do pênalti em Jael, no último segundo de jogo – ele encerrou imediatamente talvez até para não dar chance de algum pedido do trio de juízes eletrônicos de revisão do lance – houve outro lance. Este no primeiro tempo, envolvendo se não me engano Ramiro. Não vi a reprise do lance, mas na hora me pareceu pênalti num entrevero no final. Ramiro reclamou muito.

Bem, o Grêmio poderia ter vencido por 2 a 0, e ainda poderia ser mais se o time estivesse mais inspirado para furar o forte bloqueio do Lanús. Além de inspiração, faltou qualidade. Fernandinho não jogou nada. Pensei com meus botões, ele deve ficar em campo no máximo até os 10 minutos do segundo tempo. Ficou 12.

O problema que Éverton não adiantou grande coisa. Não resolveu o problema. Outro que estava mal, parece que anda jogando no sacrifício, é o Barrios.

Quem acrescentou ao menos vontade foi Jael. Outro que contribuiu para deixar o time mais incisivo foi Cícero. E o gol aconteceu quando Edílson deu um bom e velho balão desde a linha do meio de campo. A bola alcançou Jael e Cícero concluiu para fazer explodir a Arena de emoção e alegria.

Foi um gol que ninguém mais esperava, nem o gremista mais otimista. Ou alguém como eu, que projetava uma vitória fácil, repetindo, com uma arbitragem absolutamente neutra. Algo praticamente impossível na Libertadores.

O Grêmio que trabalhe forte nos bastidores para que o jogo do dia 29 tenha arbitragem isenta.

Ah, o presidente do Lanús, bem ao estilo gardelon, disse que não comenta arbitragens, ao ser questionado sobre o que havia ocorrido na Arena. Sim, vai falar o que, estava satisfeito. Perdeu por apenas 1 a 0 e ainda leva de lambuja a ausência de Kannemann.

O prato para a final está pronto, o Grêmio que tome providências fora de campo. Essa arbitragem escandalosa talvez até contribua para que o que houve aqui não se repita.

Grohe

Duas defesas difíceis, uma delas espetacular, lembrando o goleiro Banks contra Pelé. No mais, foi um espectador.

O goleiro Andrada foi menos exigido ainda. Uma bela defesa num chute de Cortêz, e nada mais. Contra ele, duas entregadas de bola que o Grêmio não conseguiu aproveitar. É um goleiro faceiro.

O drone: começaram as notícias para tumultuar

Estou preparado para enfrentar o ‘fogo amigo’ até a decisão no dia 29. Aguardo notícias sobre jogador do Grêmio que será vendido; jogador que já está negociado e vai embora em seguida; titular que não terá seu contrato renovado; jogador ‘bichado’ para a estreia.

Não vai faltar muita gente falando, repetindo, falando e repetindo que o Grêmio é favorito, que o Lanús não tem camisa, não tem tradição. Tudo para motivar ainda mais o forte time argentino.

O que não estava escrito no meu roteiro de ‘agenda negativa’ é essa história do drone espião, que estaria a serviço do Grêmio.

Não estou acostumado com essas modernidades.

E vou dizer: não acredito nisso. Primeiro, porque não consigo ver algum efeito prático de uma câmera filmando do alto ter realmente alguma utilidade. E se tem, não seria um expediente a ser aplicado em função de seu custo/benefício.

O custo é exatamente esse: a publicidade, a exposição negativa do clube. Se é coisa das internas do Grêmio, logicamente com autorização do técnico Renato, foi um grande erro.

Justamente por ser uma bobagem tão grande que não posso acreditar na veracidade da notícia.

Até assisti uma entrevista da repórter Gabriela Moreira, na ESPN. Ela é autora da reportagem. Uma jornalista de histórico polêmico. Na entrevista, ela garante que tem como provar que o espião foi contratado pelo Grêmio. Provas que ela promete revelar se for o caso.

Continuo não acreditando. Por outro lado, não posso acreditar que a jornalista fosse inventar isso tudo.

O fato é que havia alguém ‘filmando ou fotografando’ o treino do Lanús por intermédio de um drone.

O jornal argentino Ole, que gosta de provocar os brasileiros, já divulgou essa ‘descoberta’ da ESPN.

Vamos aguardar os esclarecimentos e as próximas notícias que possam deixar mal o representante na final da Libertadores.

Não ficarei surpreso se o tal espião não for alguém contratado justamente para atingir o Grêmio.