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Recuperou a frase recente do vice de futebol colorado, o Souto de Moura, publicada na ZH:

- Demitir Dunga seria jogar para a torcida.

É quase um ‘o técnico está prestigiado’. Equivalente.

Dunga começou a ser demitido quando o presidente Luigi, após a derrota para o Vasco, a quarta seguida, foi além do prestigiado, queimou uma etapa no meu decálogo sobre demissão de treinador. Ele disse que o assunto, demissão de Dunga, seria debatido de cabeça fria. Uma frase como essa normalmente significa degola.

Com Dunga, por questão de justiça, saiu todo mundo da comissão técnica, inclusive Paulo Paixão. No blog do RW há frases de jornalistas sobre o talento do vitorioso Paixão. Vale a pena ler.

O curioso é que ficou o diretor remunerado, o Chumbinho, que seria um desafeto de Dunga, mas com o respaldo divino. Deus, como é chamado por dirigentes colorados, ironicamente, o Fernando Carvalho, seria o homem por trás -no bom sentido- de Chumbinho.

De onde concluo que Chumbinho tem mais força que Dunga.

No começo do Brasileiro, eu previ que o Inter faria uma campanha ruim no Brasileiro. Causas: o fato de jogar fora de seu estádio e, principalmente, por ter uma defesa velha, superada, cansada. Moledo, o mais eficiente, havia sido vendido para tentar equilibrar minimamente as finanças do clube.

Os dois fatores estão por trás da queda de Dunga. Suspeito que há também uma questão de grana atrasada.

Mas o próprio Dunga se mostrou incompetente para armar um time um pouco mais competitivo, com jogadores mais comprometidos.

Dunga com seu temperamento instável deve ter comprado algumas brigas com jogadores.

E técnico que não traz o grupo para o seu lado dificilmente resiste muito tempo.

O Inter fala, agora, em Abel.

Abel ganha 1 milhão 150 mil reais no Fluminense. Por mês. É fato.

Se alguém acredita que ele vem ganhando muito menos do que isso deve crer também que Lula nada teve a ver com o Mensalão.

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