Inter com medo de jogar no estádio do Vale

EU IA ESCREVER UM NOVO POST (SERIA SOBRE ESSA CAMPANHA SÓRDIDA DE SETORES DA IMPRENSA PARA DETONAR A IMAGEM DE LUAN), MAS ESSA DECISÃO DA FEDERAÇÃO NOVELETIANA DE FUTEBOL DE MARCAR O JOGO FINAL PARA O CENTENÁRIO, CONFIRMANDO O QUE ESCREVI DOMINGO, TORNA O POST ABAIXO AINDA MUITO ATUAL.

FAÇO, AGORA, OUTRA PREVISÃO: O INTER VAI ACABAR INSCREVENDO OUTRO GOLEIRO.

BEM, SE ISSO ACONTECER, O GRÊMIO NÃO PODERÁ MAIS FUGIR DE UMA TOMADA DEFINITIVA DE POSIÇÃO A RESPEITO DO CAMPEONATO.

 

Nem com o Beira-Rio quase lotado – foi seu quarto público desde a inauguração da reforma -, o Inter conseguiu vencer o Novo Hamburgo.

Saiu atrás duas vezes, teve de correr para buscar o empate.

Esses dois dados explicam o esforço do Inter para não jogar em Novo Hamburgo.

O seu vice de futebol alega que sua preocupação é com a segurança. Bem, o Grêmio jogou ali faz alguns dias.

Tem essa história de arquibancadas móveis. É preciso liberação do corpo de Bombeiros. 

Se este é de fato o problema, que o Noia desista dessa ampliação provisória e jogue em seu estádio, onde ainda não perdeu na competição.

Afinal, o dinheiro que irá arrecadar com a colocação dessas estruturas será gasto, vai virar pó em pouco tempo.

Já um título do campeonato gaúcho, principalmente para um clube pequeno, é algo glorioso, inesquecível para a instituição, sua torcida e seus profissionais. Motivo de orgulho. Uma façanha para entrar na história.

Em seu campo, os jogadores do Noia se sentem mais à vontade.

Se o Inter não conseguiu se impor ao Noia no estádio lotado, não será no acanhado estádio do Vale que isso acontecerá.

LAMBANÇA

Agora, o problema é que o presidente Noveletto, cumprindo o regulamento, já marcou o jogo para o Centenário, um campo ‘neutro’ que será tomado pela maior torcida, a colorada, obviamente.

Noveletto, que pelo estatuto da entidade que dirige nem poderia estar no cargo, sustenta que se o Noia conseguir liberação o jogo será mesmo no estádio do Vale.

Uma lambança. Eu ouvi a ‘explicação’ de Noveletto, um samba do afrodescendente doido. 

O Inter se apega ao regulamento: jogo marcado para o Centenário.

O Noia depende de um alvará. Noveletto fica no aguardo, mas já adiantou que a decisão será mesmo em NH se sair o laudo dos bombeiros favorável ao Noia. 

Conhecendo a aldeia e seus caboclos, não tenho dúvidas de que o jogo será em Caxias do Sul.

Se isso acontecer, o Grêmio terá de tomar uma posição radical.

Sei, a direção está um tanto constrangida por ter sido eliminada pelo Noia, mas isso não pode ser obstáculo para uma ação política que grande parte de sua torcida cobra: o adeus a esse campeonato que nem vou adjetivar e a impugnação de Noveletto.

ÁRBITRO

Daronco até que foi bem no jogo. O Inter reclama dois pênaltis a seu favor. Não vi todo o jogo, não lembro desses lances. Mas os comentários que ouvi são de que foram lances normais.

O que me chamou mais atenção foi o juiz ter encerrado jogo com apenas 4 minutos de acréscimo e justamente quando o NH iniciava um contra-ataque forte e teria pela frente um goleiro sem condições de jogar, o Lomba, que recém havia entrado.

Sobre a questão goleiro, é o terceiro que se lesiona num curto espaço de tempo. Um problema.

Pra amenizar essa perda, essa dificuldade, só mesmo jogando no Centenário…

 

Goleada para acalmar a urubulândia

Os mensageiros do apocalipse e aqueles que insistem em ver Renato Portaluppi pelas costas vão dar alguns dias de sossego.

A urubulândia vai se aquietar. Afinal, 4 a 1 numa Libertadores é 4 a 1, independente das circunstâncias e do adversário.

Já vimos equipes pelas quais ninguém dava nada e que cresciam ao longo de uma competição.

Para alguns setores, aqueles por demais conhecidos, azuis agourentos e vermelhos invejosos, o Guarani é o pior time da competição.

Uma tentativa, claro, de diminuir a goleada imposta ao time paraguaio.

Dito isso, é preciso reconhecer que o Grêmio não fez uma partida empolgante, apesar do resultado.

Lucas Barrios foi o grande nome do jogo com 3 gols e muita disposição, muita vontade.

Uma vontade que continua faltando em Luan. O craque do time está mal já faz alguns jogos. Há quem diga que ele sofre de europendicite aguda, uma doença que ataca principalmente jogadores jovens e cabeça na lua.

Se concordamos que Luan não está bem, como atribuir a Renato toda a responsabilidade pelo desempenho modesto do time?

Outro que caiu de rendimento foi Miller Bolanos, que saiu lesionado.

Entrou Arthur. Ora, vejam só, substituição igual foi feita domingo contra o NH.

Caíram de pau porque o time ficou com 3 volantes, isso que todos eles saem para o jogo com facilidade. Isso que Arthur encantou a todos no jogo anterior, lá em Assunção.

Domingo, com Arthur, o time foi eliminado. Ontem, com Arthur, o time goleou. Os 3 volantes deram certo.

Até Jaílson, tão criticado pelos apressadinhos que não admitem que um jovem possa ter quedas de rendimento, deu uma resposta satisfatória como primeiro volante.

É claro que a expulsão de um paraguaio ajudou. Enfiou o braço na cara do Ramiro se não me engano. Uma expulsão que no Gauchão não daria nem cartão amarelo, como aconteceu naquele lance que tirou Bolanos de cena por longo tempo.

A vitória foi facilitada por essa expulsão, mas estava bem encaminhada antes disso.

Por fim, vale destacar a boa partida de Marcelo Oliveira, sempre tão atacado. Foi dele a jogada do segundo gol.

Gostei da entrada de Lincoln aos 25 do segundo tempo. Deu uma metidinha para Barrios fazer um golaço, coisa de camisa 9 matador.

Barrios está começando a justificar o alto investimento feito nele.

Para concluir, Bolanos saiu com lesão muscular. Mais um. É preciso verificar o que está acontecendo.

 

CASO VICTOR RAMOS

Auditor do STJD está chegando a Porto Alegre por esses dias para colher alguns depoimentos. O objetivo é descobrir como o Inter teve acesso a documentos de terceiros e também quem cometeu adulteração confirmada pela perícia.

Depois, o delegado da polícia civil paulista, Mauro Marcelo de Lima e Silva, deve ir a Salvador fazer a oitiva do comerciante Rogério Maia, citado pelo jornalista Guerrinha, em dezembro, no programa Sala de Redação, como alguém que poderia contribuir para o sucesso da ação do Inter no sentido de não ser rebaixado.

Mauro Marcelo, que já foi presidente da ABIN, é o auditor que o Inter tentou afastar do caso, mas que foi mantido por 6 votos a 0.

Renato reage ao fogo cruzado

O técnico Renato Portaluppi está sob fogo cruzado. De um lado gremistas que varreram para debaixo do tapete o título da Copa do Brasil, ignoram a boa campanha na Libertadores e colocam acima de tudo o fracasso no Gauchão, tão desprezado por muitos; de outro, os colorados.

As redes sociais estão em efervescência.

Torcedor é assim: o técnico é sempre o culpado, depois dele o goleiro e logo atrás o camisa 9 do momento. Sobra também para a direção, claro. E tudo isso muitas vezes com boa dose de razão. Faz parte.

Assim como faz parte o torcedor adversário, o colorado, secar Renato e esperar a demissão do ídolo tricolor. Afinal, apesar de tudo, Renato ainda é venerado como ídolo, algo que não se vê no Inter.

Só não faz parte, ou não poderia fazer, é profissionais da imprensa trabalharem sutil ou escancaradamente pela queda de Renado. Curioso, o mesmo pessoal que combate o pouco tempo que se dá a um treinador, agora faz de tudo para tornar Renato vulnerável.

E tem gremista que embarca nessa canoa.

Ouvi hoje comentaristas colorados dizerem que Renato perdeu o grupo, principalmente por ter aumentado o período das concentrações e porque levou o time titular para Assunção, para usar os reservas. Isso teria deixado o ‘grupo muito irritado’. O jogador casado e/ou os que não são festeiros pagam pela irresponsabilidade dos outros, ouvi como se realmente essa fosse uma verdade. Uma informação de cocheira. Só faltou a expressão ‘vestiário rachado’.

Ouvi outro analista reclamar que as entrevistas de Renato não são explicativas sobre tática, etc. Sei, o pessoal sente saudade do treinador que fica horas trovando, usando expressões diferentes com toques de erudição de botequim. 

Outro analista, Wianey Carlet, teve a ousadia de afirmar que Renato está pedindo pra sair.

Mexeu com o profissional errado.

Renato foi para os microfones e respondeu à altura, colocando o veterano cronista em seu lugar.

Foi mais um momento antológico do tão combatido ídolo gremista.

CORNETA DO RW

Confiram a entrevista do Renato:

http://cornetadorw.blogspot.com.br/2017/04/sempre-mesma-historia.html

 

Grêmio não prova que é superior e cai em NH

No jogo de 180 minutos contra o Novo Hamburgo o Grêmio não conseguiu provar, no campo, na bola, que é o time grande e o adversário o time pequeno.

Então, tudo ficou para os detalhes. De nada valeu ter mais iniciativa, jogar a maior parte do tempo no campo do adversário, porque na prática o que se viu foram jogos equilibrados em termos de situações de gol.

Não há muita diferença em relação aos 180 minutos entre Inter e Caxias, também uma disputa muito parelha.

Mas o que interessa pra mim é que o Grêmio foi eliminado basicamente porque tem um defeito grave. Ou melhor, dois defeitos muito graves.

Primeiro, toma gols em demasia em cobranças de escanteio. Cada escanteio na área tricolor é um pesadelo para os gremistas, um filme de horror que se repete com alguns intervalos que, quando ocorrem, resultam em título, como aconteceu na Copa do Brasil.

Segundo, o maior defeito, contudo, fica na outra área, a área do adversário. Escanteio a favor do Grêmio é a certeza de todo gremista de que não vai dar em nada. Acho que é até por isso que os adversários cedem tantos escanteios ao Grêmio, talvez até de propósito. ‘Ah, põe pra escanteio que não dá nada’, debocham.

Pois o Grêmio foi eliminado do Gauchão pelo combativo e bem armado time do Nóia justamente em função desses dois problemas: os escanteios nas duas áreas.

Alguém tem lembrança de quando foi o último gol de cabeça feito pelo Grêmio. Olha, acho que foi ano passado. Só sei que gols de cabeça são raros.

Faço questão desse registro porque é inaceitável ser eliminado por um time modesto como o Novo Hamburgo porque o time não soube evitar um cabeceio na área pouco depois de fazer o gol que daria a classificação. Era só manter a vantagem sobre o esforçado Nóia. Mas havia um escanteio no meio do caminho, e um clarão se abriu diante de Marcelo Grohe para um atacante adversário cabecear sem precisar saltar.

Inaceitável.

O resultado foi o jogo ser levado aos pênaltis depois do 1 a 1 (belo gol de Barrios), e aí assistimos a um circo de horror, uma exibição de incompetência.

Temos então que o Inter será hepta. O Novo Hamburgo, sabemos todos, irá abrir as pernas nos jogos finais. Disso não tenho dúvida.

Bem, como consolo, resta a certeza de que o Grêmio – diferente do ano passado – não irá perder nenhum jogador vítima de cotovelada no Gre-Nal, o que será muito bom para aquilo que realmente interessa, e agora ainda mais: a Libertadores.

Aqueles mais irados, que cospem fogo nas redes sociais, lembro que esse mesmo time, com Renato de treinador, é o atual campeão da Copa do Brasil.

É bom lembrar disto antes de fazer terra arrasada.

Independente disso, o sinal de alerta está piscando freneticamente.

Inter se classifica com showzinho de Dalessandro

Foi um jogo bastante estranho esse no Centenário. O Inter acabou vencendo nos pênaltis depois de perder no tempo normal. Destaque para o jovem goleiro Keiller, que substituiu Lomba lesionado no começo do jogo. O Inter, agora, tem apenas um goleiro na competição.

Foi estranho porque começou pelo juiz Daniel Bins deixando de marcar um pênalti contra o time do presidente da Federação ainda no primeiro tempo. Imagino que vá pegar um gancho como aconteceu com Diego Real.

Depois, aos 20 do segundo tempo, o árbitro ousou dar pênalti contra o Inter e ainda expulsou Brenner, que o empurrou por trás na confusão. Dalessandro, mesmo reclamando de forma acintosa, ficou livre mais uma vez. Como teria reagido o presidente da Federação?

Temo pela carreira desse juiz.

Na cobrança de pênalti, Gilmar bateu telegrafado e sem força, o jovem Keiller defendeu.

Minutos antes, outro fato estranho: o técnico Winck se apressou em substituir Vágner, que sentia lesão e era atendido fora de campo. Quando o jogador se apresentou para voltar ao jogo, viu que havia outro em seu lugar.

Muita várzea. Com todo respeito à várzea.

Winck deu sorte porque Marlon, que havia entrado, sofreu o tal pênalti. O problema é que não saiu o gol e Vágner estava fora para aproveitar que o Inter ficara com um jogador a menos.

Problema maior é que seu substituto acabou errando na série de pênalti, o que resultou na eliminação do Caxias.

Penso que vai sobrar para meu parente distante.

Por fim, D’Alessandro mostrou que tem sido mais protagonista fora de campo do que dentro dele. Deu showzinho, teve chilique, e se fosse arbitragem de fora do RS certamente teria sido expulso.

Espero ao menos que o juiz coloque na súmula que o argentino, que levou amarelo por dar um carrinho por trás, provocou a torcida do Caxias com uma vibração acintosa após a classificação nos pênaltis.

Ah, tanto faz, não dá em nada mesmo.