Caso do PDF: perdi alguma coisa?

Desde ontem que que me sinto inquieto, com a sensação desagradável de ter perdido alguma coisa.

Eu estou entre aqueles que não desgrudam do whats com medo de perder alguma coisa interessante e importante que possa ser dita em algum dos grupos que frequento.

Se por alguma circunstância sou obrigado a me manter afastado por algumas horas me vem essa inquietação de ter perdido algo. Na imensa maioria das vezes não perdi nada, porque o que se diz de abobrinha nas redes sociais é impressionante.

No caso presente, essa inquietude começou quando vi a reação de quero-quero protegendo seu ninho da imprensa gaúcha diante da revelação de que perícias contratadas pelo STJD no caso do PDF teriam constatado que houve adulteração  de documentos anexados ao processo que questiona a legalidade da inscrição de Victor Ramos pelo Vitória.

Explico: é que pra mim isso é notícia antiga. Acho que faz uns dois ou três meses que as redes sociais publicaram à exaustão a diferença no teor de emails constantes no processo, anexados pelo Inter, através de seus advogados por ele contratados. Ah, não resta dúvida de que o clube contratante é que terá de responder por qualquer irregularidade, não seus eventuais prepostos. 

Na época em que vazaram esses documentos, os mesmos que agora são levados mais a sério pela mídia gaudéria, o pessoal não deu muita bola. Houve quem os desdenhasse. Era uma armação, um complô, da CBF e do STJD contra o Inter, diziam. A soberba era tão grande que projetavam até a volta para a série A.

O que acontece de diferente é que agora os documentos foram periciados e a adulteração comprovada. Resta saber com certeza que é responsável. Todos os dedos apontam para o Inter, o que, a ser confirmado, poderá levar o clube à uma severa punição, que deve ser exemplar. Até o rebaixamento para a série C é cogitado. E não seria uma demasia.

Lembro que no caso de racismo que ninguém da imprensa local considerou uma demasia a eliminação do Grêmio da Copa do Brasil.

Portanto, espero igual rigor do tribunal da CBF.

Bem, os maribondos vermelhos estão enlouquecidos, e o quadro deve piorar na medida em que a hora da decisão se aproxima.

Interessante, bastou escrever essas linhas que a minha inquietação passou.

Reservas decepcionam, mas Grêmio se dá bem

O Grêmio teve muita sorte. Por pouco não fica fora do G-4 do Gauchão, sem contar o risco de pegar o Inter já nesta fase. Como nós sabemos, o Grêmio, além de ‘Rei de Copas’, tem sido o ‘Rei de Entregadas’ em grenais em que tinha tudo inclusive para golear, ou ao menos vencer com facilidade. Sem contar, entregadas no Gauchão por opções que se mostraram equivocadas na escalação do time.

Confesso que o Gauchão não me interessa muito, mas este eu faço questão de ganhar. É hora de mostrar que mandamos também em nosso quintal, nossa casa.

O risco de ficar em situação delicada na próxima etapa foi grande. A escalação do time reserva foi uma aposta. O Grêmio – aí eu falo de Renato, comissão técnica e direção – correu um risco calculado, sinalizando prioridade absoluta à Libertadores.

É preciso reduzir as chances de perder jogadores titulares, o que pode ocorrer até em treinos, mas muito mais em jogos desse campeonato de arbitragens que deixam o pau comer.

E, como se sabe, a violência é uma forma que o time menor tem de equilibrar o jogo. Arbitragens negligentes contribuem para isso.

Então, penso que a decisão de poupar titulares foi correta. Lembro aos mais desmemoriados que eu, ou que têm memória seletiva, que o Grêmio perdeu seu maior expoente técnico, Bolanos, num clássico, num lance de violência, maldade e covardia.

Tenho medo que isso se repita. Por isso, torço para que o Inter seja eliminado. Esse risco é melhor não correr, ainda mais com as arbitragens da federação noveletiana.

Bem, agora vamos ao time reserva do Grêmio. Foi uma gloriosa droga (eu pensei em escrever outra palavra). O desempenho do time foi desanimador. Quem esperava encontrar ali algum jogador em condições de acrescentar qualidade ao grupo titular saiu frustrado.

Por exemplo, eu esperava mais do Cortez, esperava que pudesse disputar com Marcelo Oliveira. Com rivais assim, MO será titular até o final dos tempos – sim, porque o pessoal ali gosta de renovar contrato por longos prazos. Então, toda força para Marcelo Oliveira!

Enfim, eu já não espero grande coisa dos reservas, a maioria deles é para ficar como alternativa em caso de lesão, cartão, etc. 

Que venha o Veranópolis…

BRUNO GRASSI

Decididamente, e lamentavelmente, não tem condições de substituir Marcelo Grohe. Uma pena, torço para que se afirme, mas já vi que está difícil. Aqueles que ‘secam’ o Grohe estão começando a rever conceitos. 

 METRO

Lamentável, deplorável, nojenta e infantil. É o que penso da manchete do jornal O Metro. Como diz o RW, rrrrrrrridíiiiicula.

Confiram, mas não vomitem sobre o teclado:

 http://cornetadorw.blogspot.com.br/2017/03/o-jornal-flauteador-o-metro.html

O lado bom dessa manchete é que escancara o desespero colorado.

INTER

O time titular não resistiu ao bravo Cruzeiro. Espoliado no Gauchão do ano passado, o Cruzeiro começou a dar o troco. Vamos ver se completa a vingança eliminando o Inter. Duvido muito. Por que? Ora, preciso responder? 

DO ‘CEO’ AO INFERNO

Leiam a coluna do Zini em ZH. Quem é o responsável pelo prejuízo de R$ 2,8 milhões ao Grêmio pelo não pagamento de parcela da dívida com Kleber Gladiador?

O CEO do clube está sendo questionado. A dívida saltou para R$ 9 milhões. Mais ou menos o preço do Maicon.

A goleada no Antes e Depois das redes sociais

É divertido ler o Antes e o Depois nas redes sociais. Antes dos 4 a 0 sobre o Juventude, havia ranço, desconfiança e até raiva antecipada em função de uma atuação ruim que o Grêmio faria por estar, segundo os sabichões, mal escalado, desorganizado e tudo mais de negativo.

Muito dessa má-vontade ocorreu porque o técnico Renato havia decidido escalar Léo Moura no meio-campo, trazendo de volta o titular Edílson. Quer dizer, nem em jogo do Gauchão, que muitos desses torcedores que fazem crítica pela crítica desprezam, o treinador tem carta branca para fazer experiências projetando aquilo que interessa e que vocês estão careca de saber.

Quando acontece que depois de tanta previsão agourenta o time vence, joga bem, convence e empilha gols, esses mesmos integrantes da Associação dos Eternamente Insatisfeitos, ficam atrás da moita, poucos aparecem, e quanto o fazem não é para reconhecer que erraram, que exageraram no bombardeio ao Renato, à comissão técnica, à direção, aos jogadores, ao pipoqueiro, ao gandula, etc.

Algumas das críticas era porque Renato protege seus ‘bruxinhos’ ao trazer de volta Edílson, em vez de manter Léo Moura como titular na lateral. Uma bobagem sem tamanho. Curioso é que a imensa maioria da torcida criticou a contratação de Léo Moura – eu fui quase voz isolada na defesa do Professor, que dá aula de como se joga na lateral, e agora também no meio. Qualidade técnica, experiência e bom preparo físico dá nisso.

Ora, a experiência feita por Renato não tem nada de extraordinária, muito menos de absurda. Estava caindo de madura essa entrada de Edílson e a passagem de Léo Moura para compor o meio, executando uma função de volante/meia. 

É impressionante como tem gremista que se apressa em atacar qualquer coisa que Renato faça ou diga. Muitas vezes quebram a cara, mas não adianta, na próxima rodada essa turma estará de volta para acionar a metralhadora giratória.  

Edílson terminou a temporada em alto nível. Seria justo que voltasse a qualquer momento. Não sei se contra um adversário mais forte, pela Libertadores, essa alteração terá o mesmo resultado.

Mas penso que Renato deve continuar nesse caminho, até porque Jaílson caiu de rendimento, parece meio perdido, e precisa de um tempo para clarear as ideias. O grupo é esse e é necessário buscar alternativas em vez de ficar choramingando pelos cantos a falta de reforços.  

Eu aplaudo essas tentativas, ainda mais no regional do Noveletto. 

Se não fizer experiências agora vai fazer quando? 

O JOGO

O Grêmio fez aquilo que um time grande deve fazer quando joga com um pequeno. Foi pra cima, marcou forte e foi aproveitando as oportunidades que surgiam.

Para facilitar, o Juventude ainda se meteu de pato a ganso no começo. 

O primeiro gol foi um contra-ataque que começou com Pedro Rocha no campo de defesa, na intermediária, a bola sobrou para Ramiro, que devolveu para PR, em alta velocidade. O guri deu um passe preciso para Bolanos, que invadiu a área e tirou do goleiro. Um golaço. Um gol com a marca de um matador frio e cruel. Já vi muitos jogadores perderem gols em situação idêntica. Mas Bolanos não é de perder gols.

A partir daí, o Grêmio ficou à vontade para empilhar, e só não faz mais porque tirou o pé do acelerador após o terceiro gol. O segundo foi de Michel, que jogou mais à vontade e até apareceu na área adversária. Depois, Léo Moura, o Professor, pegou rebote do goleiro na cobrança de falta de Edílson. Luan fechou a goleada cobrando pênalti. No primeiro tempo, quase no final, Pedro Rocha sofreu carga por trás na área, pênalti, mas Daronco não deu.

 

No próximo jogo, contra o São Paulo, Renato vai escalar um time reserva. Oportunidade para ver outras opções, como Bruno Cortês.

FUTSAL

Vi a despedida de Falcão em jogos oficiais da seleção brasileira, jogo contra a Colômbia.

Peguei o jogo pelo meio. Parei pra ver porque sou fã do Falcão. O Brasil fez 3 a 2. Um de Falcão.

Mas o que interessa é que Falcão fez quando faltavam menos de dois minutos pra terminar.

Ele prendeu a bola na frente de um marcador gingando de um lado pro outro. Juro, parecia o Garrincha naqueles filmes em preto e branco.

Foram uns 30 segundos, e o adversário não arriscava o bote porque seria driblado.

Foi uma cena antológica.

Fosse no futebol de campo, apareceria alguém pra ‘levantar o Falcão’ e ainda pisar no seu pescoço.

Falcão, claro, receberia cartão amarelo por ‘atitude antidesportiva’, e o agressor seria festejado pelos colegas e sua torcida.

Saudade do tempo em que a arte prevalecia nos gramados.

 

 

Professor Léo Moura evita a derrota

O gol do Professor Léo Moura (sim, ele dá aula de como se joga de lateral) evitou a derrota do Grêmio diante do líder do Gauchão.

Foi um jogo equilibrado, mas quem sempre chegou com mais perigo foi o Novo Hamburgo. No final, o empate por 1 a 1 foi um presente para o time de Renato Portaluppi.

Confesso que fiquei impressionado com os primeiros 20 ou 25 minutos do Grêmio, com seu ataque móvel, a gurizada confundindo a marcação do NH.

Pensei, é hoje que o esquema sem aipim se firma. Que nada!

O NH começou a reagir, melhorou a marcação e soube explorar contra-ataques. Foi assim, num contra-ataque, que marcou o gol, numa jogada bem tramada e muito rápida.

O empate aconteceu nos minutos finais, quando Marcelo Oliveira acertou um lançamento milimétrico, em diagonal, nos pés de Léo Moura, que dominou com categoria de mestre e concluiu com precisão cirúrgica.

A noite tricolor estava salva.

Seria muito ruim explicar uma derrota depois de uma sequencia de empates e atuações opacas.

Está muito claro que o time sente falta de mais qualidade no meio de campo. 

Sem Douglas, Maicon e Bolanos o time fica comum, esta é que é a verdade. Nem vou falar no Wallace.

Então, a meu ver, cobrar do time atual algo parecido com o desempenho do time que ganhou a Copa do Brasil é insano.

Mas é possível questionar algumas decisões do Renato. Por exemplo, Lincoln poderia ter entrado muito mais cedo, não aos 30 do segundo tempo, logo após o gol do NH. A opção por Gaston não foi a mais correta. O argentino recém chegou, recém está se ambientando – embora tenha gente que considere isso uma frescura.

A bem da verdade, não acredito que faria muita diferença. Mas está passando da hora de dar mais moral para o Lincoln.

Até para ver se ele poderá ser útil naquilo que interessa, a Libertadores.

 

Mais tolerância com Jaílson e o caso Fifa

Aqueles torcedores que cobram mais oportunidades aos jovens da base são, em grande número, os primeiros a vaiar ou a murmurar diante do primeiro erro do noviço.

Importante frisar que o guri forjado no clube sabe que precisa mostrar serviço logo, o que o torna mais ansioso dentro de campo, preocupado em fazer a grande jogada, o gol de placa, etc.

Quando mais ajustado o time e menos responsabilidade for jogada sobre os ombros do iniciante, maiores as chances de sucesso.

No caso do Grêmio, neste momento de transição, em que faltam os três principais jogadores que ditavam o ritmo e o modelo de jogo do time implantado ‘com’ Roger (não ‘por’ Roger, cuja parte foi ter a sabedoria de vislumbrar o que poderia ser feito com Wallace, Maicon e Douglas, além de Luan), torna tudo mais difícil para as individualidades.

Escrevo sobre isso porque não aceito o peso que querem jogar sobre Jailson. Esse jovem jogador apareceu de maneira coruscante (adjetivo muito usado pelo meu amigo David Coimbra) no ano passado. Sei de muitos colorados que ficaram com inveja por não terem jogador igual.

Pois agora, quando Renato tenta moldar um outro esquema diante das carências citadas – e ainda assim leva pau dos apressadinhos e raivosos de plantão  -, Jailson não consegue repetir o mesmo futebol. Aquele torcedor que aplaudia, hoje critica.

O torcedor é assim, mas da mesma maneira que ele não consegue ser tolerante com os jogadores eu não preciso ser tolerante com eles.

Eu os entendo, mas não me revolto contra esse comportamento.

Jailson, pra mim, continua sendo aquele jovem que estourou do nada no ano passado, a ponto de ter muita gente defendendo sua titularidade.

O que acontece é que ele está assumindo funções um pouco diferentes ao lado de um jogador de nível médio, o Michel, que até tem potencial para evoluir.

Caiu o futebol de Jailson, como caiu o futebol de todo time, até em função de lesões e convocações, como a de Bolanos.

Então, o que eu defendo é mais paciência com os novatos como Jaílson.

Espero, também, que Renato dê uma sequência de jogos para Lincoln provar que pode ser um articulador do time ao lado do Luan.

Sobre o jogo contra o líder NH, nesta quarta, espero que Renato comece com Éverton fazendo o lado direito, com Luan jogando com total liberdade.

NÃO VAI ROLAR

Boa parte da crônica esportiva se fardou na esperança de ver o Inter escapar, via tapetão, de disputar a segundona.

O que aparece nos textos e nas falas reflete apenas um pouco do alvoroço existente nas redações.

O clima é tenso, mas há confiança no êxito da direção colorada.

Aqueles que antes condenavam a tentativa de ganhar no tapetão, hoje já se mostram mais simpáticos à ideia.

Não importa se o time perdeu seus dois jogos contra o Vitória.

Fico imaginando os suíços analisando o caso na Fifa.

Vai ser difícil explicar pra eles por que o Inter se acha no direito de ganhar uma vaga de um time que o venceu nos dois confrontos.

Acho que não vai rolar…