Feliz 2017

Feliz 2017

Desejo a todos os botequeiros um Feliz Ano Novo, com muitas conquistas (títulos), muita saúde.

Fazia tempo que um ano não começava tão bom para nós, gremistas.

Levo fé que realmente tenha iniciado um novo ciclo de vitórias do Grêmio.

Bem, é isso, estou viajando para o oeste de SC, onde estarei cercado de gremistas.

Sintam-se abraçados.

 

 

Renato, Telê e Ênio: forjados na prática

Quem conhece o técnico Renato Portaluppi sabe que ele é uma extensão do Renato jogador. Irreverente, exagerado e atrevido.

No ambiente conservador do futebol – clube, imprensa e torcida – não é exatamente o comportamento que se espera de um profissional.

Alguém assim só sobrevive se for muito bom, bom o suficiente para dizer o que lhe dá na cabeça e colocar faixa no peito. Saiu um pouco da linha parece que o mundo desaba.

Renato sempre foi assim. Eu era setorista do Grêmio quando ele chegou ao Olímpico como grande reforço para o time de juniores.

Assisti a alguns jogos dele nas preliminars. Era fominha e valente. Não temia cara-feia. Os pontapés não o intimidavam, pelo contrário. Alguns companheiros reclamavam quando ele prendia demais a bola. E depois corriam para abraçá-lo quando ele driblava e cruzava para o gol.

Teve um momento em que implicavam com as meias arriadas. Enfim, tudo em Renato era motivo para polêmica.

O importante é que ele resolve dentro de campo, comentou certa vez um treinador. 

Então, Renato é assim e sempre será: irreverente, exagerado e atrevido.

Quando ele declara que não precisa estudar para vencer como técnico, Renato está apenas sendo ele mesmo.

Ele poderia ter ficado calado mas aí não seria Renato; assim como não seria Renato se não ousasse nos dois gols contra o Hamburgo, em 1983.

Assim como questiono a necessidade desse tipo de afirmação, que soa provocativa, não tenho nenhuma dúvida de que Renato pensa isso mesmo: ele já sabe futebol o suficiente e não será um um curso ou estágio no exterior que irá somar algo ao que ele já sabe.

Não tenho dúvida de que Renato estuda, mas ao seu jeito. Estuda observando os jogos, tirando uma lição aqui e outra ali.

A provocação é direcionada aos que chegam carregando livros debaixo dos braços e apresentando ‘diplomas’ de treinador.

Detesto a expressão ‘treinador estudioso”, pior que essa só a do ‘treinador trabalhador’.

Futebol se aprende no campo, na prática, na observação, na capacidade de cada um de assimilar e transmitir conceitos e ideias.

Nesse aspecto, poucos tiveram ‘mestres’ como Renato teve em sua trajetória vitoriosa como jogador de futebol.

Vou citar dois: Telê Santana e Ênio Andrade. Dois dos maiores treinadores que já tivemos.

Garanto que nenhum deles precisou de estágios ou se socorreu de livros. E ambos foram multicampeões.

Convivi bastante com ‘seu’ Ênio o suficiente para afirmar que ele concordaria com Renato.

Mas, discreto e humilde, ficaria de boca fechada.

Talvez seja o que falte a Renato: discrição e humildade.

Principalmente, falar menos para não provocar os ‘adversários’, que estão sempre de plantão para hiperdimensionar tudo o que ele disser, como fez o colunista Diogo Olivier em ZH.

Mas aí não seria o Renato…

Meu ano está ganho, mas quero mais

Não há um gremista sequer que eu encontre que não repita a seguinte frase, como se fosse um mantra:

“Meu 2017 já está ganho”.

Claro que a frase ainda está sob os efeitos do penta da Copa do Brasil e, principalmente (e bota principalmente nisso), a queda do ‘clube grande não cai’. Na verdade, o Inter não só caiu, como desmoronou perante a comunidade esportiva nacional a partir de declarações e iniciativas infelizes, para dizer o mínimo.

Logo virá a Libertadores e o sonho do tri, o que não é impossível com ‘São” Portaluppi no comando, assessorado pelo Valdir Espinosa, passará a ocupar corações e mentes tricolores.

O que está claro, hoje, para os gremistas de modo geral, é que o ano já está ganho. Imaginem, diz após dia acompanhando o martírio vermelho nos caminhos espinhentos e pedregosos da segundona, que boa parte da mídia tenta, inutilmente, glamourizar. 

Será um ano de muitas brincadeiras envolvendo o drama colorado. As redes sociais, que não existiam quando o Grêmio caiu, são hoje instrumentos de tortura contra quem está na ponta de baixo da gangorra.

Tudo que os colorados fizeram nas duas oportunidades é quase nada em termos de brincadeiras, que serão constantes, permanentes, e muitas delas marcadas pelo humor e a criatividade. É o lado legal do futebol.

De minha parte, eu que sobrevivi aos anos de chumbo – a década de 70 foi terrível, traumática até – e aos títulos internacionais obtidos pelo Inter recentemente, já duvidava que pudesse viver para assistir a via-crúcis vermelha.

Sim, estou de alma lavada e preparado para um novo ciclo de conquistas do nosso Grêmio.

Enfim, o ano está ganho, mas no futebol a gente nunca está plenamente satisfeito.

 

O fundo do poço pode ser mais embaixo

Quando a gente pensa que chegou ao fundo do poço eis que desce mais um pouco.

É assim que eu vejo o Inter hoje.

O dia começou com uma bomba: o jornalista Hiltor Mombach publica documentos que seriam prova de que a CBF errou ao acusar o Inter de falsificar documentos relativos ao caso Victor Ramos.

Poucas horas depois as redes sociais revelavam que não é bem assim, que o vazamento complicava ainda mais o Inter. Há uma diferença no texto de email apresentado pelo Inter em sua ação para fugir do rebaixamento e seu equivalente registrado no cartório pela CBF.

Temos de um lado um clube desesperado para continuar na série A, e agora para provar que não adulterou nada – conforme acusa a CBF -, e de outro uma entidade de pouca credibilidade, mas que até o momento está vencendo esse jogo de lances obscuros.

O fato é que o Inter terá de provar que os documentos juntados ao processo são verdadeiros – passando o rojão para a CBF – ou, em caso de ser provado que houve má fé colorada – o que é difícil de aceitar pela seriedade do jurídico colorado -, começar a lutar para não cair ainda mais, passando para a série C de uma maneira que seria muito mais vergonhosa do que a queda jogando futebol.

Há um duelo em andamento. Uma briga de bugio. Sobrou até para o PDF…

O Fortaleza, quinto colocado da série C, louco pra subir, está atento e já pediu informações à CBF.

O STJD está apurando o caso, assim como o Ministério Público do RJ.

Não duvido que o Inter acabe descobrindo que o fundo do poço é mais embaixo (não consigo resistir: mazembaço).

Eu, se fosse colorado, torceria para este 2016 terminar logo.

Confiram:

http://globoesporte.globo.com/rs/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2016/12/documento-reabre-disputa-entre-inter-e-cbf-no-caso-victor-ramos.html

http://cornetadorw.blogspot.com.br/2016/12/mr-bean-surtou-de-novo.html

http://www.blogdodemian.com.br/2016/12/o-caso-dos-emails.html

 

Renato renova e começa a montagem do time

Confirmado Renato Portaluppi como treinador, vamos agora à montagem do time para enfrentar um ano de Libertadores. 

Vamos ver se Renato é bom também como técnico de um ano inteiro, começando a temporada e, portanto, em melhores condições de mostrar suas qualidades.

Há quem acredite que Renato é técnico de tiro curto. É que vamos ver. Como disse o empresário dele, em cinco jogos tudo pode mudar. Dependendo dos resultados, ninguém lembra que o treinador é o mesmo que acabou de vencer uma grande competição.

Em 2011, Renato também começou como treinador, mas sem o apoio pleno da diretoria como acontece agora. Perdeu o Gauchão, num jogo em que o Centroavante Pigmeu cobrou um pênalti acertando o pipoqueiro que passava fora da Arena. O mesmo que foi expulso na Libertadores com poucos minutos de jogo, deixando o time na mão e prejudicando o trabalho de Renato.

O que eu vejo é desta vez Renato terá todo o suporte necessário para acertar e se consagrar também como um técnico de tiro longo. Capacidade ele tem para isso. Resta saber se ele quer mesmo levar sua carreira a sério, com total dedicação – sim, com pausas para um banho refrescante no Leblon, que ninguém é de ferro.

Levo fé no Renato e no trabalho comandado pelo presidente Romildo.

O presidente e sua diretoria já acenam para reforços de qualidade, um atacante ‘fazedor de gols’, por exemplo.

Penso que as contratações devem ser cirúrgicas, nada de ficar amontando jogador mediano.

Penso que o time precisa de dois bons laterais para disputar posição e quem sabe assumir a titularidade.

Para manter o esquema atual, se faz necessária a contratação de um ‘outro Douglas’. Lincoln, que poderia ser esse jogador, ainda precisa evoluir muito.

Eu investiria em Éverton Ribeiro. 

Tentaria, também, o Marinho, do Vitória. Diego Tardelli é outro nome a ser pensado.

Enfim, com mais dois ou três nomes de peso o Grêmio encara bem a Libertadores. Isso se não negociar Luan e Wallace, por exemplo.

No mais, acredito na capacidade de Renato para indicar jogadores. 

Em 2013, ele indicou apenas um jogador: Rodolfo, zagueiro que deixou saudade até o surgimento de Geromel.