Com sangue nos olhos, hoje e amanhã

A ‘gurizada medonha’ do Grêmio sub-17 enfrenta o Atlético Mineiro nesta terça, 19h30, em Gravataí. O time de MG garantiu vaga na final do Brasileiro da categoria com duas vitórias tranquilas sobre o Flamengo. Já os guris do Grêmio sofreram e só venceram porque jogaram mesmo com ‘sangue nos olhos’.

Quem não viu pode ver agora: https://www.youtube.com/watch?v=-Ub04W-Cn3M …

Então, o mínimo que esse time tão valente merece é o apoio da torcida tricolor. Quem não puder ir ao jogo, que assista e torça pela TV.

A propósito, publico texto que saiu no site www.gremiomulticampeão.com.br. Muito oportuno:

http://www.gremiomulticampeao.com.br/2014/04/um-gremio-com-sangue-nos-olhos-o.html

Reproduzo aqui:

Primeiro, foi a piazada do sub-17 ensinando aos marmanjos do time de cima como é que se deve jogar quando se veste o manto sagrado tricolor. Quem assistiu ao vídeo em que os guris formam um círculo antes do segundo jogo das semifinais do Brasileiro da categoria certamente ficou emocionado.
Nós do Grêmio Multicampeão ficamos. E ficamos também muito, mas muito orgulhosos, porque vimos naqueles meninos ‘o sangue nos olhos’ de quem não desiste, não se acomoda e que busca a vitória até o último minuto.
O time havia perdido por 2 a 1 em Gravataí e conseguiu reverter contra o Fluminense, no Rio, fazendo 4 a 2. Uma façanha. Nesta terça, esse time guerreiro enfrenta o Atlético Mineiro, que eliminou o Flamengo facilmente. O jogo será em Gravataí, mas bem que poderia ser em nossa velha casa, o Olímpico. O time sub 17 está mostrando que a alma gremista continua muito viva, imortal mesmo.
Depois, no domingo, a gurizada ignorou o favoritismo do time campeão da Libertadores/2013, com Ronaldinho Moreira e tudo, e atropelou. Os reservas do Grêmio fizeram 2 a 1 jogando um futebol alentador diante de uma equipe com algumas estrelas e muito mais entrosada. Foi bom ver o Luan brilhando ao lado de outros jovens, como o Lucas Coelho, o Saimon, o Breno.
São dois episódios que nos animam e nos fazem acreditar que é possível vencer o San Lorenzo por 2 a 0 na nossa Arena monumental. Vamos lotar a Arena, vamos ajudar o nosso time.
Vamos esquecer por 90 minutos nossas diferenças, nossas implicâncias e nossas dúvidas. Com a nossa força, nossa confiança e, claro, nossa tolerância, podemos, juntos, seguir em frente cada vez mais fortalecidos na luta pelo TRI DA AMÉRICA.

O dia em que os reservas foram melhores que os titulares

Poupar titulares nem sempre é uma sentença de morte.

O Grêmio fez o que poucos acreditavam. Mesmo com um time reserva, bateu o Atlético Mineiro por 2 a 1. Eu mesmo duvidava da gurizada. Afinal, o Atlético vinha completo.

Homem de pouca fé. O importante é que o Grêmio venceu e se mantém bem colocado no Brasileiro, um ponto atrás do time titular do Inter, que cedeu o empate contra o Botafogo depois de ter vantagem de 2 a 0. O empate foi bom para que uns e outros desçam do salto alto.

Agora, eu que defendi o time reserva neste domingo para poupar os titulares para o jogo que realmente interessa no momento, contra o San Lorenzo, estou satisfeito.

Pela vitória, pelo descanso dos titulares e, principalmente, pela possibilidade de ver que entre os reservas há quem mereça ser titular. Ou ao menos receber mais oportunidades.

Destaco, neste aspecto, o Lucas Coelho. Ele é melhor do que o Barcos. Não tem a experiência nem o ritmo de jogo do titular, mas tem um potencial enorme.

O gol que marcou revelou muita técnica, visão clara do lance e, principalmente, frieza para não se assustar com o grande goleiro Victor, que cresceu à sua frente.

Depois, Lucas ainda participou de alguns lances de tabela e lançamentos, como o que deu no segundo tempo para Alan Ruiz, de excelente atuação. Alan partiu de posição legal e marcaria o terceiro gol. A arbitragem marcou impedimento. Lançamento de Lucas, que faz a bola andar rapidamente.

Por falar rapidez, o Grêmio ganha muito com Luan, que jogador. É o novo Ronaldinho do Grêmio.

Agora vamos para o jogo contra o San Lorenzo.

Se Barcos vacilar, espero que Enderson olhe para o banco com carinho e sem medo do argentino.

A incrível escalação de Luan

Com Rodolpho lesionado, só vejo um jogador que realmente deveria ser poupado do jogo contra o Atlético Mineiro neste domingo: Luan.

Se um marciano tivesse a desventura de cair aqui no País tomado pelo PT e ainda por cima aqui no RS, onde o poder público nunca foi tão vermelho, ele logo saberia aquilo que os doutos do futebol gremista desprezam: Luan é o principal jogador do Grêmio.

Foi com Luan, escalado porque Kleber se contundiu, que o Grêmio cresceu e surpreendeu na primeira fase da Libertadores. Sem Luan, o time desabou.

Pois esse jogador não será preservado do jogo mais importante do ano até aqui, o jogo contra o San Lorenzo. Quase todo o time será de reservas, mas Luan está confirmado. O maior talento do time, jogador fundamental, decisivo, não será poupado.

Até os marcianos sabem que com esse time de reservas o Grêmio se encaminha para a quarta derrota consecutiva. Querem dar ritmo de jogo ao Luan, só pode. Mas e se ele cair ou tiver um choque mais forte com o braço lesionado? Ou mesmo se tiver um estiramento muscular já que ficou alguns dias parados? Não seria mais adequado preservar esse guri, que faz até o Barcos crescer, para o jogo que realmente importa?

Se a direção tivesse decidido entrar com a equipe titular, até se poderia aceitar que Luan estivesse junto. Mas com a formação que está sendo especulada não há razão para escalar Luan. O Grêmio vai a campo mais para cumprir tabela.

Desde já digo que uma derrota para o Atlético, que fez o dever de casa e substituiu o treinador que até não ia tão mal quanto Enderson, não significará quase nada diante de uma lesão que afaste Luan do jogo contra o San Lorenzo.

Se isso acontecer, aguardo um pedido coletivo de demissão dos responsáveis.

Em tempo: o Pará parece que será poupado.

SUB 17

Li os comentários do post anterior e percebi o pessoal entusiasmado com o time sub-17. Procurei informações nos jornais, nada encontrei.

A julgar pelos comentários dos botequeiros, a gurizada lavou a alma sofrida dos gremistas. Viu-se um time indignado, resgatando as velhas tradições gremistas.

Depois de tudo que li, fiquei com uma bruta inveja de não ter assistido ao jogo contra o Fluminense.

Só me resta perguntar quando será o próximo jogo. Estou precisando de um pouco de alegria no futebol

Barcos e a Declaração Universal de Ruindade

A derrota por 1 a 0 mantém o Grêmio vivo para o jogo da volta contra o San Lorenzo. Esta é a notícia boa.

A notícia ruim é que o treinador-que-não-joga-por-uma-bola-só por ter perdido apenas por 1 a 0 fica no cargo.

Aos dirigentes do Grêmio não importa que essa foi a terceira derrota seguida, sendo que uma delas foi a surra levada no Gre-Nal, com a goleada de 4 a 1, que só não foi mais elástica porque o Inter puxou o freio de mão depois do quarto gol.

Então, os dirigentes do futebol, escoltados pelo presidente Koff, não estão fazendo a leitura mais adequada do que acontece. Ou sabem alguma coisa mais que possa interferir no desempenho da equipe, o que amenizaria a responsabilidade do sr. Enderson Moreira. Algo como remuneração atrasada, por exemplo.

Mas desconfio que é por comodismo mesmo. Ou teimosia. Ou então a convicção de que entregaram um grupo insuficiente para o treinador, o que também é verdade.

Como enfrentar uma Libertadores com pretensão de vencer a competição com um centroavante apenas, e um centroavante como o Barcos.

E aí eu não consigo esquecer o chute bisonho que Barcos cometeu no segundo tempo. Aquela cobrança de falta quase na risca da pequena área foi mais do que um chute, foi uma Declaração Universal de Ruindade.

Um chute que lembrou aquela cobrança de pênalti de Borges numa decisão de Gauchão contra o Inter…

Um gol que Barcos perdeu numa das raras situações de gol criadas pelo time do treinador que não joga por uma bola só. Por falar nisso, não lembro de alguma defesa do goleiro adversário.

Por outro lado, também o goleiro do Grêmio não trabalhou, o que evidencia duas coisas: o bom trabalho defensivo do time, o que muitos recentemente diriam que o Grêmio foi um time acadelado, covarde, sem ambição, retrancado.; e a limitação técnica do San Lorenzo, que, como eu havia dito, está longe de ser um time a ser temido. E isso foi confirmado ontem em Buenos Aires.

O resultado mais justo seria um empate. É o que viu a crônica esportiva Acima do Mampituba, já que a de baixo do Mampituba, em sua maioria, não viu nada disso, conforme destaca o blog Corneta do RW, inclusive citando nomes.

Não viu também, com exceções que devem existir,  o pênalti a favor do Grêmio, um toque de mão admitido até pela imprensa argentina, sempre tão dura na crítica aos times brasileiros.

ATUAÇÕES

Gostei muito do Geromel. Aliás, não entendia as críticas a esse jogador, que praticamente não teve oportunidade de jogar. Mas aqui somos todos meio apressadinhos nos julgamentos. Geromel foi um acerto do sr Enderson, reconheça-se.

O melhor do Grêmio foi Dudu. Faltou-se companhia na frente, já que o insosso Barcos Bola-no-Pé parecia brincar de esconde-esconde com o Dudu, que o procurava mas não o encontrava.

Aliás, naquela horrenda cobrança de falta o Barcos ainda teve cara-de-pau de reclamar do Dudu, que deu o toque na bola para Barcos fazer o gol. Um gol que talvez faça muita falta.

No gol argentino, depois de rever o lance algumas vezes, o que mais me chamou a atenção foi que Edinho não estava ali. Se estava, eu não vi. Mas o cabeça de área deveria estar ali na cabeça de área. Não é a primeira vez que isso acontece. Fora isso, Edinho foi bem, uma liderança em campo, mostrando indignação.

Bem, o Grêmio vai vivo para o segundo jogo.

Vivo, mas com o sr Enderson mantido no cargo e sem um atacante matador, respirando por aparelhos.

COMENTÁRIOS

Informo que li todos os comentários sobre o jogo registrados no post anterior. Mais uma vez o pessoal mostrou que conhece futebol, o que só valoriza esse boteco.

A caixinha de surpresas

O futebol é tão imprevisível, e é isso que o torna tão fascinante, que um time que tem Pará, Léo Gago e Barcos e que vem de uma sequência de resultados e atuações horríveis, pode ir a Buenos Aires e vencer o time do Papa, o San Lorenzo.

É difícil? Claro. Impossível? Não.

Quem olhar para o passado já viu equipes piores levantando troféus. Mesmo as equipes de grandes títulos, e não me refiro apenas ao Grêmio, tinham seus Parás, seus Barcos. As vitórias acabaram encobrindo fraquezas e defeitos dos campeões. Hoje, todos festejados.

Vai chegar o dia em que até o Gabiru receberá honrarias emocionadas e sinceras.

Alguém duvida que o Grêmio possa ser campeão da Libertadores com Pará e com Barcos, o centroavante que cabeceia mal, chuta pior, raramente se antecipa ao zagueiro em cruzamento e que consegue sempre se colocar onde a bola cruzada não irá?

Quem duvida racionaliza demais. Eu duvido, mas ao mesmo tempo acredito em milagre. Não vejo nada impossível no futebol.

Então, olhando assim para esse time que o Grêmio manda a campo dá vontade de fazer qualquer outra coisa nesta quarta-feira, às 22h, do que ficar diante da TV assistindo ao jogo contra o San Lorenzo.

E se pensar que à beira do campo estará um técnico que exala passividade e conformismo, o que parece refletir na equipe por vezes, a esperança de um resultado positivo se torna ainda menor.

Agora, se olharmos para o adversário, é possível abrir um sorriso. O San Lorenzo está longe de ser uma equipe temível, imagem que setores da imprensa buscam transmitir.

Aliás, isso foi feito também em relação aos três adversários da fase anterior. Eram todos times fortes, difíceis de serem batidos. Houve quem projetasse o Grêmio na lanterna desse grupo, apelidado pelos apressados e mensageiros do apocalipse como da ‘morte’.

O Grêmio, que está longe de ser uma potência como se viu no último Gre-Nal, passou pela fase sofrendo apenas um gol.

Para um time que teve esse desempenho diante de adversários do porte do San Lorenzo, sair de campo em Buenos Aires sem sofrer gol ou no máximo levar no máximo um não tem nada de espetacular. Apesar dos desfalques.

E quem tem Luan de volta pode fazer ao menos um golzinho.

Alguém duvida? Eu não. Só maluco e derrotista acredita em derrota por antecipação no futebol.

Afinal, o futebol é ou não é uma ‘caixinha de surpresas’?