Grêmio terá força máxima. E isso é o que importa

Depois de ler alguns comentários de gremistas nas redes sociais nem sei por que o Grêmio está seguindo para Guayaquil.

Poderia ficar por aqui mesmo. Segundo os arautos do apocalipse, o time não presta, a direção não presta e o técnico Renato não presta. Ele deveria ser demitido já, de acordo com os mais ensandecidos.

Tudo porque o time RESERVA do Grêmio perdeu de 3 a 1 para o Palmeiras, clube que começou o ano como candidato forte ao título brasileiro, e até favorito em razão de seu elenco milionário – para os padrões brasileiros.

É claro que perder nunca é bom. Foi um resultado muito ruim, acompanhada de uma atuação melancólica, uma das piores do ano.

Eu ficaria preocupado se o derrotado fosse o time titular. Mas ainda assim não teria diminuída minha confiança na vitória sobre o Barcelona do terceiro mundo na quarta-feira. Penso que o Grêmio volta com a classificação encaminhada.

E por que? Ocorre que no momento certo Renato começa a ter de volta seu time principal, esse que a gente gosta de ver jogar e que nos deixa convencidos de que cedo ou tarde a vitória será alcançada.

Num jogo de fracassos individuais, a grande notícia é que Luan resistiu e está ganhando ritmo de jogo, e Michel voltou bem, inclusive fazendo o gol para não deixar o placar tão negativo.

Enquanto uns enxergam terra arrasada, eu percebo que as coisas, aos trancos e barrancos, estão se ajeitando.

Pode ser excesso de otimismo, mas não tenho motivo nenhum para acreditar que o time formado por Grohe, Edilson, Geromel, Kannemann, Bruno Cortêz, Michel, Arthur, Ramiro, Luan, Fernandinho (Éverton) e Lucas Barrios não se imponha no Equador.

Desses, só dois – e ainda assim sem o ritmo ideal – jogaram neste domingo, só pra reforçar e tentar acalmar aqueles que sempre esperam pelo pior – os mesmos que não acreditaram que Renato poderia levar o time a ser campeão da Copa do Brasil/2016.

No mais, resta preocupação com as alternativas. Mesmo descontando que era um time desentrosado contra um time forte e muito bem organizado, chega a ser assustador que Arroyo e principalmente Jael sejam reservas imediatos.

Sobre o Brasileirão, o Grêmio segue em queda. A continuar assim, ficará fora do G-4.

PRESS

Reta final, hora de dar o máximo:

http://cornetadorw.blogspot.com.br/2017/10/faltam-9-diaspremio-press.html

Cerveja 1903: vitória sobre uma cervejaria multinacional

No final de 2013 ingressei no INPI com o pedido de registro de uma cerveja que eu estava criando: a 1903.

Antes que algum distraído pergunte por que 1903, respondo: ano de fundação do Grêmio.

No ano seguinte, para minha surpresa, e susto, a multinacional Hijos de Rivera entrou com uma oposição ao meu pedido.

Essa empresa, fundada em 1906, na Espanha, produz nada mais nada menos do que a Estrella Galicia. Produz, também, uma cerveja especial, superior, a 1906.

“Estou ferrado”, pensei. Vai prevalecer o poder econômico. Quem sou eu pra querer vencer essa queda de braço com uma gigante no mundo cervejeiro? Em 2015, a indústria fechou o ano com receita total de € 330 milhões (R$ 1,2 bilhão) e vendas de 200 milhões de litros.

Um pouquinho mais que os meus 90 litros anuais.

Contratei uma empresa especializada na matéria, a Prodin, aqui de Porto Alegre.

O escritório apresentou a minha defesa. Eu sabia que estava certo e que se fosse tudo dentro da normalidade eu ganharia. Afinal, a companhia espanhola questionava a semelhança da 1903 com a marca 1906.

Nada a ver, mas eu pressentia que minhas chances, embora reduzidas, existiam.

Mais ou menos como querer vencer o Real Madrid no Mundial no final do ano.

Bem, depois de três anos, saiu o resultado. No dia 17, saiu o deferimento do meu pedido.

Comemorei a vitória, lógico, com uma 1903, geladinha ao ponto.

Por um momento me senti um Davi paneleiro do líquido dourado abatendo um poderoso Golias cervejeiro.

A sensação é muito, mas muito boa.

Luan volta e dá outra cara ao time

A volta de Luan, mesmo descontado, já iluminou o futebol gremista. Sem o mesmo brilho aquele que a gente tem saudade, mas já serviu para abrir um clarão de esperança. Luan deu outra cara ao time.

Fico imaginando se o Grêmio tivesse Maicon e Douglas, sem falar no Pedro Rocha. Sem exagero, seria um time para colocar duas faixas neste final de ano. E isso que nem citei o Michel.

Acho até que nem teria graça.

O Corinthians que o diga. Nem jogando em casa conseguiu ser melhor que o Grêmio. Pelo contrário. Se no primeiro jogo, na majestosa Arena tricolor, levou um banho de bola e dependeu de Cássio para não ser goleado, nesta noite, diante de sua ruidosa torcida, escapou de uma derrota.

Enquanto Marcelo Grohe foi basicamente um espectador privilegiado, Cássio teve que trabalhar mais. Nenhuma defesa espetacular, mas foi exigido. E teve ainda a bola na trave, no segundo tempo, numa cobrança de falta. E no finalzinho Jael quase marcou de cabeça depois de cruzamento de Fernandinho.

O Grêmio teve uma leve superioridade em termos de situação de gol. Mas o principal é que o time, com Luan em campo, voltou a tocar a bola, neutralizando o adversário que recuava todo, e buscando a melhor jogada para definir o ataque.

E aí faltou um Luan em plena forma para meter aquela bola que consagrou Pedro Rocha, por exemplo. Luan estava sem o tempo certo da bola, mas ainda assim já impôs respeito e tranquilizou seus companheiros.

Senti falta, também, de jogadas mais incisivas de Arthur. Com Jailson – de atuação muito boa – fazendo a proteção da zaga, Arthur poderia ter avançado mais. Achei que ele jogou um futebol muito burocrático, arriscando pouco o drible vertical e as bolas mais longas.

Na esquerda, Fernandinho. Luan precisa de um jogador mais agudo, mais veloz para fazer a jogada pelo lado esquerdo, aquele que ele fazia com PR. Está certo, Fernandinho é melhor taticamente, mas eu insisto que Éverton bem instruído e com sequência tem potencial superior.

Mesmo jogando poucos minutos, ele criou uma jogada pela esquerda que quase resultou no gol de Jael. Por outro lado, também não vejo grande diferença técnica e tática entre um e outro. Ambos se equivalem.

Prefiro Éverton. Renato prefere Fernandinho. Simples, e eu respeito, até porque Renato tem sido feliz em suas opções, de um modo geral, provando que se trata de um grande treinador – embora alguns pensem muito diferente.

Por fim, o empate ficou de bom tamanho porque impede que um debate iniciado logo após a rodada anterior se alastre como fogo no capim seco.

Ou seja, se o Grêmio tivesse vencido esse confronto direto com o líder, ficaria quase na obrigação de jogar com força máxima contra o Palmeiras porque o título brasileiro ainda seria possível, segundo alguns.

Agora não dá mais. Acabou. Restou a Libertadores, essa competição ‘menor’ que todos gostariam de estar disputando no lugar do Grêmio.

Mas não podem, sabem por que? Porque caíram no meio do caminho. A Libertadores é para os fortes.

Bem, é o Grêmio no tudo ou nada nesta temporada que começou tão promissora. Ou Libertadores, ou nada!

 

Associação dos carecas vai reagir contra Romildo

“Podemos até ganhar este jogo, mas já arrumaram um jeitinho: botaram o Héber, esse careca vagabundo paranaense”, disse Romildo, por telefone, segundo a ESPN.

A assessoria de imprensa do Grêmio – há quem diga que este blogueiro faz parte da equipe – já negou a declaração, que não foi bem assim e coisa e tal.

Eu não duvido que o presidente tenha feito a afirmação, embora se trate de um dirigente estilo mais ponderado, que mede as palavras, etc.

O repórter da ESPN pode ter pego o presidente num momento mais tenso, talvez em meio a uma discussão sobre a renovação de contrato de Luan. Quem sabe?

Aí, liga o repórter de São Paulo e o Romildo estoura.

Tirando o excesso, um tantinho agressivo e ofensivo, penso que Romildo prestou um grande serviço ao clube.

Agora todo mundo vai estar de olho no tal “careca vagabundo paranaense”.

Então, tirando uns e outros – inclusive aqui da aldeia – que vão se aproveitar do fato para criar um clima hostil ao Grêmio, não vejo por que se preocupar.

Preocupação mesmo o presidente tricolor terá quando a “Associação Brasileira dos Carecas (ABC)”, sentindo-se agredida, entrar com uma interpelação judicial contra Romildo. Ou algo parecido.

Aí, sim, a coisa vai ficar feia. Vai render matéria no Fantástico, entrevista no programa da Fátima Bernardes, que irá reunir carecas de todos os tipos, inclusive aqueles que puxam os raros fios pra disfarçar a cabeça de bola de sinuca.

O clímax do programa será quando Romildo e Heber ficarem frente a frente. Olhos nos olhos.

MAIS ESPN

O mesmo site apressou-se a trazer uma pesquisa em que tenta provar que  Heber não beneficia o Corinthians. Que isso é uma lenda urbana.

A ESPN publicou uma lista dos dez jogos do clube paulista com o apito do Heber de 2011 a 2015. Nenhuma vitória do Curintia.

Bem, pode ter faltado competência aos paulistas em alguns desses jogos, mesmo com erros de Heber a seu favor. Estatística é estatística.

Agora, eu lembro assim, rapidamente, de um jogo em SP, Copa do Brasil, contra o Inter, em que ele realmente deu uma ajuda básica aos paulistas. Claro, erro humano. Não posso dizer que não gostei desse erro…

Por fim, Heber é um juiz caseiro, e isso ninguém pode negar.

Acho que dá empate.

 

 

Ramiro faz gol pra pirar secadores

“Pô, Jael a essa hora?”, resmunguei, quando ele entrou aos 43 minutos do segundo tempo. Imagino que foi mais ou menos isso que todos os gremistas sentiram ao ver Jael entrando no lugar de Fernandinho.

Provando que o futebol é cheio de surpresas, Jael em sua única participação acabou dando o passe para Ramiro marcar, já nos acréscimos, e dar a vitória por 1 a 0 ao Grêmio. Pouco importa, agora, como se deu esse passe, porque, como todos nós sabemos, o que importa é o gol.

Futebol tem disso: o atacante de quem nada se espera deu o passe para o gol de um jogador ainda contestado – sem justificativa – por um bom número de gremistas.

Gol pra pirar secadores de todas as querências.

Tenho para mim que esse gol mágico – alguém consegue me explicar o que o Ramiro estava fazendo ali? Acreditava ele que a bola poderia cair aos seus pés como se fosse um dádiva celestial depois de acompanhar com fidelida canina a arrancada do Cruel? –  é um sinal dos deuses do futebol.

Diferente dos últimos jogos pelo Brasileirão, dessa vez o Grêmio foi bafejado pela sorte. Marcelo Grohe fez grandes defesas. O Coritiba criou inúmeras oportunidades, em algumas a bola só não entrou por ação de um dos deuses do futebol, que ultimamente haviam largado o Grêmio de mão como se constata pelo excesso de lesões e sucessivas derrotas.

 

Realmente, o time não jogou bem. Tecnicamente, é difícil apontar algum jogador que tenha se destacado. Eu citaria Kannemann, que evitou o gol paranaense ao interceptar, no segundo tempo, um chute do Henrique Almeida, se não me engano.

O Coritiba praticamente inviabilizou o toque de bola do meio campo tricolor, com marcação forte na faixa central e, com isso, forçando a ligação direta.

Agora, apesar das dificuldades para colocar a bola no chão, o Grêmio chegou muitas vezes na frente. Foram uns 15 escanteios, com aproveitamento zero no cabeceio. O goleiro Wilson praticamente não fez defesa, sinalizando a pobreza ofensiva do tricolor.

Mas nada disso me preocupa. Vi o jogo como um preparativo para o duelo contra o Barcelona pela Libertadores. Claro que a vitória veio em boa hora. Outras equipe estão subindo e ameaçando a posição gremista no G-4.

Mas o que importa é a Libertadores. Se bem que uma vitória sobre o Corinthians na quarta-feira, em SP, pode nos deixar assanhados de novo. Sonhar não custa nada. Desde que o sonho não afete a realidade.

E a realidade gremista é estar, a rigor, a dois empates e duas vitórias do Tri da América.

Qual clube brasileiro tem essa chance?

Pelo que se viu no Couto Pereira, o técnico Renato Portaluppi está com um sério problema. Nenhum dos possíveis candidatos a substituto de Pedro Rocha acertou até agora. Mas tudo indica que Renato irá optar por Arroyo, que por enquanto jogou um futebol tão pequeno que ele poderia ser chamado no máximo de córrego.

Agora, justiça seja feita, ele ao menos está correndo, mostrando vontade, e até agora não contou com o Luan ao seus lado. Eu, como tenho escrito, daria moral ao Éverton, que no ano passado disputava posição pau a pau com PR.

Mas tenho de reconhecer que Renato conhece melhor cada um dos seus jogadores. Ele saberá tomar a melhor decisão a favor do clube.

GOL ANULADO

Tem radialista até agora tentando anular o gol de Ramiro. Alegação: ele não poderia estar em campo porque deveria ter sido expulso antes.

O que faz o fanatismo? Acaba com qualquer credibilidade.

 

Grêmio, a montanha russa e os urubulinos

Já não há ingressos para o jogo contra o Barcelona do Equador. É a confiança cega no time, que antes terá o jogo de ida em Guayaquil, onde tudo pode acontecer.

Encontrei essa informação hoje, no site do UOL. Nenhum registro na mídia Abaixo do Mampituba – pelo menos que eu tenha visto. Fatos positivos relacionados ao Grêmio não são muito valorizados por aqui.

Ainda há ingressos para camarotes, coisa de R$ 390 por cabeça. Se eu tivesse muito dinheiro, compraria ingresso para cada um dos urubulinos que vivem disseminando seu negativismo nas redes sociais e, em especial, neste blog.

Mas não ficaria com eles, porque é muito irritante ficar ao lado de torcedor cri-cri. Agora, gravaria tudo para exibir depois da vitória.

Nada contra os urubulinos de pouca fé e muito fel. Um pessoal que passa o tempo desacreditando tanto que parece até que torcem contra. Na real, são gremistas como todos os outros.

Servem de contraponto aos gremistas chapa-branca, como eles gostam de rotular todos aqueles que acreditam até o fim, que sempre encontram algo positivo, que analisam com serenidade e sem desespero, que entendem que há coisas no futebol – como lesão do craque do time – que são dolorosas, desanimadoras, mas naturais.

E o principal: nem sempre há um culpado quando as coisas não andam bem, ou desandam, como acontece agora com o Grêmio.

Eu, como bom ‘chapa-branca’, quero acreditar que o Grêmio que estava no topo da montanha russa e agora foi até o fundo, vai começar a subir, lenta e gradualmente, nos preparando para um turbilhão de emoções logo ali adiante.

Normalmente não sou otimista no futebol, mas aqui me esforço para ser e busco encontram sinais de que tudo vai melhorar, e faço isso muito para irritar esses seres alados, aves agourentas, que seguidamente deixam seu ninho para destilar veneno e ódio por aqui.

(Eu não estou reclamando, pelo contrário. Sem eles não teria graça).

O sinal maior que vejo neste sábado nublado, e que agora, enquanto escrevo, abre caminho para o sol, é que Luan treinou normalmente em Curitiba.

Luan joga amanhã e, se os pessimistas de plantão e secadores em geral forem neutralizados pelos deuses do futebol, estará em campo para as batalhas finais da Libertadores.

Sim, a notícia que Luan está voltando é animadora, estimulante.

A IMPORTANCIA DO CRAQUE

Aos que não passam um dia sequer sem cornetear, desprezando o fato de que o Grêmio tem jogado há meses sem jogadores importantes e decisivos (por lesão ou por venda mesmo, como é o caso do PR), lembro que dificilmente um time que está vencendo não cai de rendimento quando perde suas referências técnicas.

Vejamos o caso do Palmeiras. Campeão brasileiro do ano passado. Perdeu Gabriel Jesus, virou um time comum (e ainda caro), que agora demite um técnico que até meses atrás era festejado e pretendido por torcedores de todos os clubes, inclusive do Grêmio.

São muitos exemplos. Nem os clubes mais poderosos não se ressentem quando perdem seus craques. O Barcelona perdeu Neymar e caiu de rendimento. E isso que tem um time milionário.

Tirem o Cristiano Ronaldo do Real Madrid, ou o Messi do Barcelona.

Então, por que o Grêmio não iria sentir perdendo Luan – sem contar Maicon e Douglas?

Para desespero de secadores (o que andam batendo de tambor por aí…) e surpresa dos gremistas de pouca fé: está chegando a hora de uma nova onda vitoriosa!

Grêmio e o Oscar de melhor filme

O Grêmio nos últimos tempos parece aqueles filmes que disputam o Oscar e vencem nas categorias menos valorizadas, como melhor fotografia, melhor montagem, melhor maquiagem, melhores efeitos especiais, melhor som. Só não vence no essencial: melhor filme.

Ou seja, o Grêmio tem maior posse de bola, mais chutes a gol, mais escanteios, mais defesas difíceis do goleiro adversário, mas chega no final é outra derrota.

Pouco tempo atrás o Grêmio vencia em todos os quesitos.

O desmanche a que foi submetido o time devido principalmente a lesões tem o seu preço, mas não precisava ser são pesado.

Contra o Cruzeiro, na Arena quase vazia porque o acesso – exagerando um pouco – só podia ser feito a nado ou de barco, o Grêmio mais uma vez foi superior. Até o empate seria uma injustiça.

Aquela bola cruzada pelo Edílson para a conclusão perfeita de Éverton,pegando de primeira, e o toque salvador do goleiro, foi um sinal de que o Grêmio não venceria, e acabaria levando, porque, como se sabe, quem não faz leva.

O time misto do Grêmio, que a cada jogo se firma como titular porque sempre tem uns três ou quatro sem condições de jogo, mereceu a vitória. Acabou perdendo por 1 a 0 e agora tem ameaçada sua presença no G-4.

Resta aquilo que nenhum outro clube brasileiro tem neste 2017: a Libertadores.

É muito, sem dúvida, mas pode virar pó se o técnico Renato Portaluppi não puder contar com sua força máxima, expressão que perdeu bastante seu sentido desde a lesão de Maicon e mais recentemente a de Luan, dois expoentes técnicos do time campeão da Copa do Brasil 2016. Sem contar o Douglas.

Então, pensando no jogo contra o Barcelona, vi com satisfação que Joilson voltou a jogar bem, marcando forte e saindo para o ataque com alguma qualidade. Vi também o Marcelo Oliveira jogando mais focado, menos ansioso, e mais eficiente. Não é muito, mas já é alguma coisa.

Por outro lado, não gostei da atuação de Arthur – comparando com ele mesmo. Será efeito da Seleção, ou porque agora ele é mais respeitado e sofre marcação mais próxima? O fato é que ele esteve abaixo do que vinha jogando.

Quem ainda segue devendo é Arroyo. Ainda não vi nada nesse jogador que justifique estar à frente de Éverton na sucessão de Pedro Rocha. Insisto, Renato erra ao não efetivar de uma vez o Éverton.

Agora, entendo que Renato priorize neste momento o Arroyo, que não pode jogar só isso que vem jogando. Espero que ele esteja reservando o seu melhor para os jogos da Libertadores.

Resta torcer para que Luan volte 100% e o time não sofra baixas nos jogos da Libertadores. Se isso acontecer, o Grêmio tem tudo para levar o Oscar de melhor filme, desprezando todos os outros, principalmente o de melhor ator coadjuvante…

 

As lesões e o culpado de sempre

Na cena final do filme Casablanca, um clássico do cinema, o chefe de polícia, depois de deixar seu amigo criminoso partir, dá ordem aos seus comandados para que prendam os “suspeitos de sempre”.

No caso do Grêmio dá para trocar “suspeitos” por “culpados”.

No futebol é assim, desde a bola de tento, ou até antes. A culpa é sempre do treinador. O suspeito, ou culpado, de sempre.

Quando escrevi o comentário anterior, há quatro dias, falando sobre a lesão de Douglas, temia que outros viessem a desfalcar o time. Frisei isso no texto. E não é que o Ramiro se lesionou também? Tem ainda o Bressan e sei lá mais quem. Talvez surja outro com lesão muscular nas próximas horas. É uma miudinha danada!

De quem é a responsabilidade? Se é que há responsáveis, ou responsável. Se for para apontar o indicador acusatório para alguém, uma pessoa só, sei de alguns gremistas que irão indicar Renato.

E por que? Porque Renato, conhecendo o grupo e os meandros do departamento futebol diagnosticou que não poderia forçar com o seu grupo.

Numa entrevista ele lembrou aos “perseguintes” – expressão que Frederico Balvê, dirigente colorado vencedor nos anos 70, usava para rotular os repórteres – que estava certo em preservar.

Foi o suficiente para animar aqueles que ainda hoje não o aceitam como treinador do Grêmio, que apenas o toleram.

A situação que ele via era tão séria que mesmo com os cuidados tomados aconteceu essa “epidemia” muscular no clube. Fico imaginando como seria se Renato não tivesse poupado jogadores.

O fato é que esse caso que envolve tantas lesões precisa ser apurado internamente o mais rápido possível.

Não acredito que seja apenas uma maré de ‘mala suerte’. Tem gente errando em alguma coisa. Eu tenho um palpite, mas é apenas isso mesmo, um palpite de quem está de fora.

Só pra deixar claro, não é o Renato.

Arrumem outro “culpado de sempre”.

GLAMOURIZAÇÃO DA SEGUNDONA

Conheço um jornalista, de rádio, que foi demitido porque insistia em chamar a série B de Segundona.

Quando o Grêmio caiu era Segundona mesmo. Não tinha nada parecido com o que a mídia gaúcha está fazendo, tentando pateticamente glamourizar essa competição de segunda linha.

O curioso é que esse esforço vai tão fundo que os próprios integrantes do movimento que busca elevar a autoestima dos colorados já acreditam que a Segundona é uma competição de primeira grandeza.

PREMIO PRESS

Ainda dá tempo. Somos todos RW:

http://revistapress.com.br/v15/index.php/colunistas/

 

 

Douglas fora: segue a miudinha

Não foi por falta de cuidado. Ninguém pode dizer que o Grêmio exagerou colocando seus jogadores em campo em todos os jogos, ou algo assim. Pelo contrário, houve até um excesso de cuidado e de zelo.

O objetivo de tanta preservação era chegar aos jogos decisivos, ou maioria deles, com a força máxima ou algo muito próximo disso.

Bem, aí bateu uma miudinha na Arena. Veio uma maré negativa. Olho grande de uns e outros. Quem sabe os ‘deuses do futebol’, alinhados com parte da torcida que não concorda com a política de poupar atletas, decidiram impor esse castigo.

De repente, começou a aparecer jogador lesionado em abundância, coisa pra secador nenhum botar defeito. A cada notícia de nova lesão só faltam alguns foguetes. De colorados, evidente…

(Tenho um, digamos, amigo colorado, que me liga sempre que lê notícia de outro jogador entregue ao Departamento Médico. )

E isso que a direção e Renato, ou Renato e a direção (há quem quem diga que todas as decisões são exclusivas do Renato, coisa de antirenatista, não levem a sério), buscaram preservar ao máximo seus principais jogadores.

Aí, na hora do pega pra capar contra o Cruzeiro, no Mineirão, pela Copa do Brasil, o time joga sem Geromel, zagueiro de seleção, peça fundamental no time. Teve ainda Lucas Barrios jogando descontado e saindo no segundo tempo.

Por último (último por enquanto, sabe-se lá), essa do Douglas. Não sou fisiologista, mas sei que uma pessoa acima do peso, ainda mais um atleta, tem mais risco de ter problemas nos joelhos.

No caso de Douglas, voltando de cirurgia delicada de joelho, seria o caso de ele cuidar melhor do seu corpo, que é, na real, seu instrumento de trabalho.

Pelo que se viu em fotos por aí nas redes sociais, Douglas realmente não se cuidou. Pior é que havia gente acreditando que ele voltaria a jogar ainda nesta Libertadores. Nunca acreditei, porque ele não é um exemplo de atleta, está mais pra boleiro – espécie em extinção no futebol de alta performance.

E assim vai o Grêmio. Torço para que Luan volte bem, embora reconheça que ele sem parceiros como Maicon, Douglas e Pedro Rocha, talvez não consiga jogar tudo o que sabe.

Resta torcer para que esse inferno zodiacal termine o mais rápido possível, ou seja, agora.

Aberta a contagem regressiva para alguém responsabilizar o técnico Renato por tudo de ruim que está acontecendo e ainda está por acontecer.

PRESS

Amigos, vamos prestigiar esse bravo gremista, RW:

http://revistapress.com.br/v15/index.php/colunistas/

Exclusivo: os arquivos implacáveis de Antônio Augusto

Criador do plantão esportivo na Rádio Guaíba nos anos 60 – a emissora era líder absoluta de audiência – e até hoje reconhecido como o melhor do país, Antônio Augusto tinha um carinho muito grande pelo arquivo que construiu ao longo de sua trajetória no rádio gaúcho. Um trabalho de formiguinha, minucioso, detalhista, obstinado.

Hoje, Antônio Augusto, falecido em 2015, teria 79 anos. Dos quais, mais de 20 trabalhando na Guaíba, onde se consagrou nacionalmente. Gente todo o país ouvia a Guaíba, muito por causa do Totonho, como era chamado nos corredores do histórico prédio da Caldas Júnior. Nos anos 90, escreveu a coluna A Bola Parou, no Correio do Povo, foi quando nos tornamos mais próximos. Trabalhou posteriormente na rádio Gaúcha e na Band.

Depois de largar as jornadas esportivas, Antônio Augusto levou seu programa para a Rádio Pampa, onde finalmente assumiu seu lado tricolor. Foi aí que o gremista passou a usar o microfone para criticar a postura da “imprensa vermelha”, inclusive dando nome aos bois, interagindo com os ouvintes – praticamente todos gremistas.

Sinto saudade desse tempo. Seguidamente, ali pelas 21 horas, ele me ligava para saber se poderia conversar com ele ao vivo no programa, o que acontecia normalmente depois das 22 horas. Então, eu ia para a sacada da editoria de esportes, e ficava uns 15 minutos batendo um papo com Antônio Augusto, que me provocava para citar “os vermelhos da imprensa”, e eu me esquivava.

Hoje, não tenho nenhuma dúvida de que Totonho é o primeiro combatente em defesa do Grêmio e contra os jornalistas que ele identificava como colorados, e que hoje fazem parte da IVI, sigla criada pelo cornetadoRW. Nessas horas Antônio Augusto fazia jus a outro apelido que ganhou na Guaíba: onça.

Em seus últimos anos de vida, Antônio Augusto se divertia conversando com seu público, com os amigos gremistas, sempre lançando farpas nos “vermelhos”.

Sim, Antônio Augusto foi pioneiro nesse combate, antecedendo RW. Pena que os dois não conseguiram unir forças. Seriam imbatíveis, um na internet e outro ao microfone com aquele vozeirão que anunciava ‘tem gol’, bordão que até hoje é repetido por aí.

Bem, o motivo desse artigo é homenagear o velho companheiro e também revelar ao público imagens do seu “arquivo implacável”, cedidas pelo meu amigo André, um de seus filhos e, claro, gremistão.

São centenas de cadernos com anotações de jogos do Grêmio, como os dois publicados aqui e agrupados em armários como os das fotos.

Um acervo precioso que conta uma grande parte da história do Grêmio e do futebol gaúcho.