RG no Inter. Porque eu mereço!

Bateu o desespero nos Assis Moreira. A empresa que colocou o mano famoso no Flamengo, livrando o Grêmio de uma enrascada monumental – na época eu até torci para que a aventura gremista desse certo, o que prova que eu também sou falível, ora vejam só! – está devendo cinco meses de salário. Coisa ‘pouca’: uns 4 milhões de reais. Valor inferior ao que a Fundação da família captou e que agora está sob suspeição e investigação. Nada como um dia depois do outro…

O que faz o irmão/’pai’/procurador? Sai por aí oferecendo o maninho pagodeiro.

Dizem que já andou batendo na porta do Giovani Luigi.

Ronaldinho no Inter! Essa é a possibilidade. Não duvido que Assis tenha oferecido o mano ao Inter. Deve estar oferecendo para outros clubes. Mas, depois do que Ronaldinho (não) jogou no Flamengo, acho difícil aparecer outro trouxa para bancar a festa.

Li que um dirigente do Inter admite pensar no assunto, desde que Ronaldinho se adapte ao padrão salarial do clube.

Quer dizer, o Inter paga uma parte, coisa de um milhão de reais, e alguém banca outra parte.

Sinceramente, eu apoio a contratação do Ronaldinho pelo Inter.

Seria uma resposta à contratação de Giuliano pelo Grêmio. É o tipo da resposta que me agrada.

Ronaldinho no Inter! Porque eu mereço, eu mereço. Ah, se eu mereço.

GIULIANO

Uma comitiva gremista está cruzando o Atlântico para contratar Giuliano. Nunca vi nada igual em 30 anos de jornalismo esportivo. Se fosse para trazer um Xavi, ou Messi, mas o Giuliano?

Precisa tudo isso? Não sei não, mas me parece que esse grupo viajou para sequestrar o Giuliano. Só pode.

Bem, tomara que dê certo. Giuliano vai qualificar o grupo. Ah, Carlos Eduardo, que é melhor, vai ficar 3 meses fazendo tratamento no Olímpico. Depois, fica para disputar o Brasileirão e inaugurar a Arena. Grande notícia.

GAUCHÃO

Começa o campeonato que ninguém faz muita questão de vencer, mas faz questão de não perder.

Copinha em São Paulo

Finalmente, consegui ver o Grêmio na copinha em São Paulo. Vitória por 2 a 0 sobre o Juventus.

É um time bem estruturado, mas que apela muito para o chutão. Trabalha pouco a bola no meio. Abusa de recuar a bola para o goleiro mesmo a partir do campo ofensivo. E tem um ataque chega, mas que conclui pouco e mal.

Prova disso: o goleiro adversário quase não trabalhou, apesar do maior volume de jogo do Grêmio, em especial no primeiro tempo.

Costumo ver esses jogos da base pensando em quem pode ser aproveitado agora ou mais adiante no time principal.

Quem primeiro me chamou a atenção foi o goleiro Jota (Jonathan). E isso antes de ele salvar o time no segundo tempo com três defesas sensacionais (uma delas um chute à queima roupa, cruzado, da risca da pequena área). Gostei da qualidade com que repõe a bola em jogo. Lembrou-me o Rogério Ceni. Seus chutões são direcionados e caem normalmente em boas condições para os atacantes.

O zagueiro Rafael (é promissor) fez o primeiro gol, pegando um chute torto de rebote. O Grêmio teve total controle do jogo no primeiro tempo. No segundo, o Juventus assustou, mas o Grêmio sempre foi melhor. Atacou mais, mas com poucas conclusões perigosas. O Juventus chegou menos, mas obrigou o goleiro Jota a grandes defesas.

Gostei muito do lateral-direito Tinga, do volante Misael (mas sem entusiasmo), do meia paraguaio Fabian, do atacante Calyson e de Ruan, que veio do Sport Recife e que entrou nos minutos finais, marcando o segundo gol após iniciar a jogada com dribles.

O Grêmio agora pega o Fluminense, que vi em parte pela manhã. Venceu o Bahia por 1 a 0, gol de cabeça de seu centroavante grandalhão.

Vai ser um jogo difícil, sem dúvida. Se o Grêmio não melhorar nas conclusões no ataque volta mais cedo, de novo.

INTER

O Inter começou mal o torneio, mas na hora decisiva, como normalmente acontece na Copinha, começa a crescer. Bateu o Barueri e pega o Coritiba, que venceu o Mirassol. Bateu o time paulista, que fez 100% na primeira fase, por 3 a 0

Um dos destaque do time colorado é o Cláudio Winck, que não é meu parente, pelo que me consta. É filho do Sérgio Winck. Esse guri tem um baita potencial. Ele fez um gol cobrando falta, que é uma de suas credenciais.

Teló e Renato Portaluppi

O programa Esporte Espetacular, da Globo, fez mais pelo Grêmio em poucos minutos do que o marketing do clube em todo 2011.

Confiram o link:

http://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/2012/01/gremista-michel-telo-recebe-camisa-autografada-do-idolo-renato-gaucho.html

Eu sei da angústia do torcedor por títulos expressivos, porque cansa essa história de só secar o Inter e festejar suas derrotas, como a contra o Mazembe.

Sei que alguns estão tão obcecados por um título nacional que consideram tudo o mais irrelevante.

Mas é possível querer de novo uma Copa do Brasil e ainda trabalhar a imagem do clube.

Michel Teló é, no momento, talvez o maior fenômeno da música mundial. Sua música é cantada em todos os cantos do planeta. Hoje, no Esporte Espetacular, vi jogadores da Alemanha, da Inglaterra e sei lá mais de onde dançando ‘Ai se eu te pego’ após um gol.

A música já foi traduzida até para o grego.

No meu tempo de Lajeado, de saí na década de 70, a gente dizia para quem via o cavalo passar encilhado e não se mexia:

– Tá mosqueando.

Pois o marketing do Grêmio tá mosqueando. Ou chupando bala, como queiram.

Se não aproveitar esse fenômeno musical para divulgar o clube, com possibilidade de conquistar novos torcedores em todo o planeta, principalmente gente jovem e crianças, é passar um atestado de incompetência absoluta.

Já sugeri que o Grêmio promova um show de Michel Teló no Olímpico ou na Arena. Se houver condições, melhor seria na Arena, porque aí já divulgaria a nova casa projetando inclusive a Copa de 2014. Os operários da obra deveriam ser os convidados especiais.

Aquele marketing de ‘extrema criatividade’ que é entregar uma camisa para um astro ou estrela não vale. Até porque a TV Globo já fiz isso, entregando ao Teló uma camisa autografada pelo Renato Portaluppi, ídolo do cantor, que revelou ser de uma família numerosa, todos gremistas.

FUTEBOL

Douglas Grolli deve começar como titular na zaga do Grêmio. O jovem catarinense, de Chapecó, arrebentou nos treinos. Quem sabe não está aí o zagueiraço que todos queremos?

Se é pra trazer mais jogador meia-boca, melhor apostar em gente nova, de preferência vinda da base.

Teló, um gremista que o Grêmio ignora

Michel Teló, que é metido a jogar futebol, poderia ser um ponta. É magrinho, baixa estatura. Seria daqueles pontas ariscos, dribladores. Pelo físico, lembra um pouco o Paulo Nunes. Tem até nome de boleiro.

Mas futebol pra ele é só de brincadeira.

O que Michel Teló faz de melhor é música. Eu não compraria um CD dele, nem baixaria qualquer música sua na internet (na real, nunca fiz isso). Tampouco iria a um show seu. Portanto, sua ‘obra artística’ não me interessa.

Agora, seu sucesso me impressiona.

Cheguei a pensar que ele seria um jovem iniciante. Mas não. Teló completa 31 anos no próximo dia 21 (fui pesquisar). Aquariano. Tem longos anos de estrada. Parece que começou ainda criança num grupo chamado Guri. Começou a estourar em 2010.

Sua explosão se deu agora com ‘Ai se eu te pego’, uma música simples, letra brincalhona, alegre, e que promete ser tão duradoura quanto um amor de carnaval, ou, pra ser mais moderninho, de uma balada qualquer.

Telô é um fenômeno mundial. Sucesso em dezenas de países. Li hoje que ele acabou de adquirir uma fazenda de 14 mil hectares no Pantanal. É terra pra ninguém botar defeito.

Ele está na Espanha, onde foi lançar um CD em espanhol, ao que parece. Foi festejado pelos craques do Real Madrid, e ganhou uma camisa do clube com o seu nome nas costas. Ele disse que simpatiza com o clube espanhol, ainda mais que Cristiano Ronaldo ajudou a propagar sua música numa coreografia após um gol.

Mas seu clube de coração mesmo é o Grêmio. Com raízes no Rio Grande do Sul, nascido no Paraná, ele não esquece os pagos. Até uma gaita está incorporada ao seu trabalho musical. Um trabalho que ocupa o topo das paradas em inúmeros países, inclusive na Ucrânia, segundo soube através de um amigo que trabalhar lá.

Michel Teló é um gremista fazendo sucesso mundial. Milhões de jovens no mundo inteiro curtem a sua música. A revista Forbes o colocou no nível de Justin Bieber.

Não seria o caso de o Grêmio navegar nessa onda?

O assunto tem sido debatido num grupo de blogueiros gremistas, no qual ingressei há pouco tempo. No começo, houve resistência. Puro preconceito. Hoje, penso que há unanimidade: o Grêmio precisar ‘usar’ Michel Teló.

Mas precisa ser rápido. Já deveria estar agindo, contatando com ele.

Minha sugestão: promover um show dele no Olímpico. Talvez na Arena. Reservar um espaço especial para os operários da Arena, que devem ser fãs do Teló. Seria uma ação simpática, com forte conotação social. E um prêmio a esse pessoal que trabalha como loucos para erguer o melhor e mais bonito estádio de futebol do Brasil.

Imaginem milhares de jovens no Estado, no Brasil e no exterior vendo o Teló vestindo com orgulho a camisa tricolor.

É preciso colar o Grêmio a Michel Teló, mas tem que ser já. Pra ontem!

Afinal, não se sabe por quanto tempo ele permanecerá no topo.

Rei na barriga

O sujeito que tem o rei na barriga não consegue ficar em paz, não sossega. Precisa sempre provocar alguém, medir forças, mostrar uma superioridade que ele acredita possuir sobre tudo e sobre todos.

Talvez não seja o caso do presidente Paulo Odone, mas é o que parece.

Mais uma vez ele aproveitou uma situação banal, simples, para fustigar um dos nomes mais importantes da história do Grêmio.

Ao chamar Caio Jr. para o palco (pelo jeito sempre precisa ter um palco em eventos com a presença do presidente tricolor) durante um jantar festivo, ele alfinetou Renato Portaluppi. Disse que aquele momento só era possível porque Caio Jr. havia concordado com os treinamentos em Bento Gonçalves, e que só não acontecer no ano passado porque o técnico de então, Renato, não havia concordado.

Confesso que também considerei a negativa de fazer pré-temporada em Bento uma atitude antipática. Afinal, Renato tem raizes na cidade.

Até agora eu não sabia por que Renato havia tomado essa decisão. Hoje eu sei:

ele não queria dar palco para o presidente.

Ao contrariar o presidente, Renato aumentou o clima já tenso, para não dizer hostil, que havia entre os dois já no começo dos trabalhos, e que contribuiu para os maus resultados do time em toda a temporada.

Renato desafiou um sujeito que tem o rei na barriga, que, além de tudo, demonstra ser rancoroso.

O Grêmio começa a temporada de forma estimulante para o torcedor.

Odone tem recebido o reconhecimento disso, mas não parece satisfeito.

É preciso provocar alguém, mas não pode ser qualquer um. Tem que ser um ídolo.

Uma pena.

Três volantes

Numa época com poucas notícias qualquer coisa pode virar motivo para polêmica. Por exemplo, foi só Caio Jr começar com três volantes no meio de campo que já ouvi e li gente fazendo relação com Celso Roth.

Concordo que não é um bom sinal. Gostaria de ver o meia Marco Antônio ao lado do Douglas ou do Marquinhos. Dois volantes e dois meias. Tenho curiosidade em conhecer o ‘Xavi’ da Lusa.

Agora, eu entendo o Caio Jr. Ou acho que entendo. Como Fernando é titular, ele teria de começar optando por Léo Gago ou Fábio Rochemback. Caio Jr quer adiar essa opção por uma questão estratégica. Não é fácil colocar um FR no banco assim de cara. Até porque ele não sabe qual será a resposta de Léo Gago, jogador de trajetória discreta. Então, ele começa com os dois, dando tempo para Léo Gago se ambientar e provas, nos treinos, que pode ser titular.

Aqui entre nós, se eu fosse o FR, indicaria o Léo Gago para vir disputar posição. Com rival desse porte o FR se mantém. Posso estar errado, mas é o que penso.

Outra coisa: o Grêmio tem três meias com características muito parecidas: Douglas, Marquinhos e Marco Antonio. Falta alguém mais agudo, um Carlos Eduardo por exemplo. Era o Escudero, que felizmente acertou-se com o Atlético Mineiro. Já não tem risco de voltar, ao menos por uma temporada. Com ele aqui, talvez a direção gremista ficasse satisfeita e não insistisse em alguém com mais qualidade.

Também é preocupante a questão da zaga, mas ainda há tempo. Para começar, Saimon e Wilson são aceitáveis. Tem as apostas em dois zagueiros novatos, tudo bem. Mas falta uma dupla de área com a envergadura e a respeitabilidade da dupla de ataque. Pelo menos um grande zagueiro precisa ser contratado, sob pena de comprometer a temporada mais uma vez.

Havia quem acreditasse em Sorondo. Pensamento mágico. Eu não acreditava, e não acredito em Sorondo, mas torcia e continuo torcendo muito por ele. É um profissional, um trabalhador, que hoje se encontra impedido de exercer sua profissão, e isso é muito triste.

É claro que se Sorondo voltasse a jogar tudo o que sabe, o Grêmio teria um excelente zagueiro. Infelizmente, ao que parece, não é isso que vai acontecer.

Árbitro cai e denuncia esquema

Até o torcedor mais inocente e ingênuo sabe que existem arbitragens desonestas no futebol. Aqui e na maioria dos países. O caso Edilson está aí para servir de exemplo, mas não tenho dúvida de que há outros. É claro que estamos falando de exceções, de uma minoria sem ética, sem moral, sem dignidade que existe em qualquer atividade.

Escrevo sobre isso por causa da entrevista estrondosa que o árbitro carioca Gutemberg de Paula Fonseca deu para emissoras de rádio de Rio/SP nesta sexta-feira.

Transcrevo uma parte:

O principal alvo do juiz, que soube na quinta-feira ter deixado o quadro de árbitros da Fifa, foi o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf), Sérgio Corrêa. À Rádio Jovem Pan, Gutemberg insinuou que Sérgio Corrêa pediu favorecimento ao Corinthians. Ele ainda chamou o dirigente de “mariquinha, mentiroso e corrupto”. Segundo Gutemberg de Paula, Sérgio Corrêa vinha exigindo nos últimos anos que os árbitros ligassem para ele assim que eram escalados para seus respectivos jogos. Assim sendo, todos recebiam alguma recomendação sobre o jogo que iriam comandar.

– Ele inventou a situação de que quando o árbitro recebe a escala, deve ligar para ele e receber recomendações. Eu tenho provas para que essa sujeirada seja lavada. Eu, por exemplo, fui escalado para um jogo entre Corinthians e Goiás, em que o Corinthians ganhou por 5 a 1. E antes do jogo, ele disse assim: “Vai lá, boa sorte. Vai apitar o jogo do Timão, hein” O que eu posso entender disso? Que se o Corinthians não ganha eu podia para o resto da vida não ser escalado. Ser punido e ficar fora. Tem muito mais coisa, tudo fundamentado e documentado com provas. A nossa relação começou a se acirrar porque parei de ligar. – disse Gutemberg à Jovem Pan sobre a partida que apitou no Campeonato Brasileiro de 2010.

Garantindo ter provas contra Sérgio Corrêa, Gutemberg sugeriu que a perda do escudo da Fifa foi uma represália, uma vez que não vinha cumprindo as “ordens” do presidente. – Acho que voltamos aos tempos das Capitanias Hereditárias, mas na arbitragem brasileira. Ele é mentiroso, mariquinha e corrupto. Corrupção não é só a ação de seduzir por dinheiro. Mas ela é a ação de seduzir por presentes. Escalam um árbitro quando atendem aos anseios dele. Ele não convence que tenha sido por outro motivo que não seja o político, de interesse pessoal dele. Passei em todos os testes – desabafou o árbitro carioca.

Mais tarde, em nova entrevista, desta vez à Rádio Tupi, Gutemberg, que tem 38 anos de idade e poderia ser árbitro até os 45, anunciou que encerrou sua carreira no apito.

– Parei com a arbitragem. Cansei dessa sujeirada, não vou ficar atuando para ser perseguido. Parei por causa dele (Sérgio Corrêa), da perseguição dele. Imagina os novos árbitros, o que eles vão passar. Comuniquei também à minha federação (do Rio de Janeiro) e agradeci por tudo, mas parei – disse o agora ex-árbitro.

Não conheço esse Gutemberg, que certamente nada falaria se continuasse como árbitro Fifa, mas ele presta um enorme serviço ao expor as entranhas da arbitragem, principalmente ao atacar esse sujeito que comanda a arbitragem brasileira, mesmo tendo sido um bandeirinha sem brilho.

Sérgio Corrêa: gravei esse nome na noite em que ele anulou um gol legítimo de Jardel no último minuto de uma decisão contra o Palmeiras, penso que pela Copa do Brasil. Eu trabalhava no Correio do Povo na época e estava fazendo o jogo para o jornal. Poucas vezes fiquei tão revoltado com um ‘erro’ tão gritante.

Pois esse sujeito hoje, já faz tempo na verdade, é o chefe dos árbitros.

O que Gutemberg relatou eu sempre tive convicção de que não existia, e era comum: o chefe deixar claro de alguma forma seu interesse na vitória de determinado time, normalmente o Corinthians. Com isso, o juiz, principalmente os que buscam seu espaço, podem ser suscetíveis e fazer o que ficou implícito, quando não é explícito mesmo.

Sei de um juiz, dos maiores, que começou a abrir caminho favorecendo escandalosamente o Timão numa partida de Copa do Brasil. Pode não ter sido proposital, mas foi um erro clamoroso, que certamente não seria cometido contra o time paulista.

Espero, agora, que outros juizes se manifestem, principalmente os que estão largando o apito e não mais dependem da ‘boa vontade’ do poderoso Sérgio Corrêa.

O futebol é um negócio milionário que mexe com a paixão de milhões de pessoas.

Por isso, deve ser conduzido com isenção, transparência e honestidade.

Sei que estamos longe disso, mas a cada denúncia como essa (e outras contra o presidente da CBF) avançamos um pouquinho.

Sem empolgação

Fui rotulado de ‘pessimista’ ao participar do programa do Reche, o Cadeira Cativa, na UlbraTV, dias atrás.

Fui acusado de ter comido limão com sal antes de sair de casa. Isso só porque, contrariando a maioria dos gremistas, não consigo me entusiasmar com o time montado até agora pelo Paulo Pelaipe, apesar de reconhecer o esforço e o conhecimento do dirigente.

Tirando a dupla Marcelo Moreno/Kleber, nada me empolga.

Fico intrigado, e irritado, quando leio e ouço que Léo Gago será o segundo volante, e que Fábio Rochemback o seu reserva.

Com base em que alguém pode sentenciar que esse jogador, que é bom, sem dúvida, vai chegar aqui e logo assumir a titularidade? Eu não tenho a menor dúvida que o titular continuará sendo o FR. A não ser que o Misael prove tudo aquilo que dizem dele.

Até admito que Gago possa ganhar a posição, mas terá de mostrar muito mais bola do que já mostrou em sua longa trajetória.

O que estou querendo dizer é que Pelaipe não contratou um segundo volante à altura do que o Grêmio precisa para voltar a conquistar grandes títulos.

Então, o problema começa aí.

E a zaga? Alguém pode garantir que Simon é mesmo o zagueiro que o time precisa? Eu gosto dele, ainda mais depois do pontapé no RG, mas acho temerário começar a temporada sem contratar um grande zagueiro.

O clube está tentando Lugano, mas não é um negócio fácil. Se não vier Lugano, tem que vir outro com envergadura similar. Pelo menos um grande zagueiro. Eu já acho que deveria vir uma dupla pronta e inquestionável.

No meio de campo, o que temos é Marco Antônio e Douglas nas meias. O primeiro não conheço; o segundo conheço o suficiente para não mais confiar nele.

Aguarda-se a contratação de Carlos Eduardo. Giuliano é outro. Entre os dois, prefiro o primeiro. Mas qualquer um deles vai acrescentar qualidade. O segundo tem a vantagem de irritar os colorados. Mas ainda assim fico com o Carlos Eduardo, que é mais rápido, mais objetivo.

Então, o que vejo é um time com lacunas significativas. Por isso, não me empolgo.

Podem me rotular de pessimista.

DISCURSO

Gostei do discurso do presidente Odone na apresentação dos jogadores. Ele disse claramente que quem não quiser trabalhar, dar o máximo, que faça as malas, que ele ajuda a encontrar clube, sem problemas. Desconfio que foi uma diretíssima pro Douglas.

Já o discurso do Luigi foi fraquinho: em menos de três minutos ele usou pelo menos três vezes a expressão ‘sem sombra de dúvidas’.

INTER

Se eu fosse colorado estaria ainda mais preocupado. A exemplo do Grêmio, a dupla de área é pouco confiável, ou nada confiável. Índio é quase avô. Moledo é apenas razoável. E o Bolívar? parece que a torcida vai ter que aturá-lo mais uma temporada.

Kleber, que mais uma vez fez que foi, mas acabou ficando, é um lateral decadente, embora de boa técnica e visão de jogo. Nei é razoável.

O meio campo colorado continua sendo seu ponto mais forte. Mas está envelhecido. É claro que o ataque agora, com Dagoberto, ficou muito fortalecido.

Dagoberto, que gosta muito de fazer gol no Grêmio, e Damião formam uma dupla realmente de respeito.

E os dois aparentemente se completam.

Acho que até é mais afinada que a dupla Kleber/Moreno.

Vamos ver qual irá se sair melhor.

Lugano vem aí. Vem?

Já que o momento na mídia é de arriscar nomes na esperança de que um chute acerte o alvo para depois sair alardeando que foi o primeiro a noticiar, decidi voltar à essa prática, minha especialidade nos tempos de repórter esportivo.

Dias atrás escrevi que Lugano seria o nome mais indicado para acertar a defesa do Grêmio e, de quebra, empolgar a torcida. Seria, sem dúvida, a principal contratação do clube nos últimos anos.

Hoje, obtive a informação de que o Grêmio já definiu detalhes de um contrato com o zagueiro uruguaio. A fonte é confiável, principalmente porque está fora do circuito do futebol. Não é empresário, procurador, dirigente, parente de dirigente, amante de dirigente. Enfim, não é uma pessoa que poderia ter alguma vantagem em divulgar qualquer informação sobre compra ou venda de jogador. Por isso, confiável. E séria.

De minha parte, torço para que a informação acabe se confirmando. Repito: o negócio está em andamento, não concluído. E pode ser que não se concretize, já que é um negócio complicado. Além disso, o que não falta é gente para tumultuar.

Se Lugano empolga, Giuliano agrada apenas.

Trata-se de um bom jogador, mas não penso que seja uma solução para o meio de campo gremista. No Inter, ele nunca foi titular absoluto. Teve algumas belas atuações e marcou gols decisivos na campanha do bi da Libertadores, alguns meio de xiripa, ou seja, na sorte.

Penso que é um jogador muito caro e que não é uma solução. É um acréscimo de qualidade, sem dúvida, mas prefiro o Carlos Eduardo, por exemplo.

Até não sei se a direção gremista não está aplicando a tática do quero-quero. Grita Giuliano aqui, para contratar Carlos Eduardo ali, com o objetivo de mostrar ao clube russo que há outras possibilidades.

A contratação de Giuliano, por outro lado, tem, como diria o Lula, “um plus a mais”, que é mexer com os colorados.

Mas penso que o Grêmio, agora, tem mais é que tratar de fazer um grande time, sem pensar em provocações.