Placar reconhece o trabalho de Bolzan

Personagem do mês

Romildo Bolzan Jr., o presidente mais macho do Brasil

O gremista Romildo Bolzan Jr. resolveu agir: desidratou pra valer o elenco do time e arriscou tudo em 2015 para sanear as finanças do clube

Por: Sérgio Xavier Filho, da PLACAR06/03/2015 às 10:00 - Atualizado em 06/03/2015 às 10:10

Romildo com scolari o tecnico cascudo que aguenta pressoes como a saida de barcosRomildo com Scolari, o técnico cascudo que aguenta pressões como a saída de Barcos |Crédito: Site oficial do Grêmio

Talvez não vejamos até o fim do ano cena tão inusitada. Faltavam 4 minutos para terminar o jogo do Grêmio contra o Veranópolis na Arena tricolor. Era a segunda derrota consecutiva em seu estádio para equipes modestas do interior gaúcho. Felipão simplesmente abandonou o banco de reservas e foi para o vestiário. Mais tarde, explicou o ato: “Eu me expulsei. Mais vergonha do que isso é impossível passar. A equipe não apresenta  nada daquilo que fazemos no treinamento. Não adianta enganar a torcida. Não tinha mais o que fazer, vim embora para o vestiário. Acabou o assunto. Os adversários vêm aqui e tomam conta. Do que adiantava fcar ali gritando? Melhor que termine o jogo”.

O desabafo tinha algo de teatral, claro. Felipão não dá ponto sem nó. Não podia ter sido mais duro com seu grupo de jogadores. Mas poupou a diretoria do clube. Não reclamou aí dos jogadores que perdeu nem dos reforços que não vieram. Do time titular do ano passado, saíram Pará, Zé Roberto, Riveros, Dudu e Barcos. Foram embora ainda Bressan, Werley, Alan Ruiz e até Marcelo Moreno, que seria o substituto de Barcos. A maior contratação gremista na temporada foi…Bem, é difícil dizer quem seria o maior destaque entre Marcelo Oliveira, Rafael Galhardo, Erazo ou Douglas.

Felipão, no fundo, sabe que sua missão é ingrata e está tentando tirar o máximo do grupo de que dispõe. O técnico é personagem de uma situação raríssima no futebol brasileiro. Uma diretoria assumiu um novo mandato com uma prioridade ainda mais rara. Antes das vitórias, antes das taças, os novos dirigentes querem arrumar as contas. E de verdade, sem demagogia, não apenas da boca para fora. Os números são realmente horrendos. São 276 milhões de reais de dívidas, um orçamento declinante de 223 milhões, pendências com a construtora do estádio, a má notícia de 15 milhões que sumiram pela não classifcação para a Libertadores e uma folha de pagamento nas alturas. Barcos e Marcelo Moreno representavam mais de 1 milhão mensal em salários e encargos. Kleber Gladiador, rescaldo de delírios passados, custa 740.000 reais mensais para não jogar.

Barcos deixou o clube no começo do anoBarcos deixou o clube no começo do ano | Crédito: Site oficial do Grêmio

O homem que resolveu botar o dedo na ferida para estancar a sangria é, paradoxalmente, um político. Romildo Bolzan Jr. foi três vezes prefeito de uma cidade onde todo mundo passa e ninguém para. Osório é o caminho para a praia, o gaúcho não costuma dar muita atenção ao município. Na política do clube, Bolzan também nunca foi um nome de destaque. Foi eleito como o poste de Fábio Koff. Mas logo que assumiu resolveu fazer a diferença. Não do jeito convencional, anunciando contratações bombásticas, se endividando mais, indo para o tudo ou nada. Romildo optou pelo caminho mais difícil, o da administração austera que só colhe antipatias na imprensa e na torcida. Encolher não dá ibope. E a bola costuma punir, sobretudo na fase inicial de adaptação do time.

Mas Bolzan não poderia ter escolhido um momento mais indicado para medidas antipáticas. O primeiro semestre gremista está morto. Sem Libertadores, o clube disputa apenas o Gauchão e as primeiras fáceis partidas da Copa do Brasil. É evidente que o gremista quer títulos, mas também não é o título estadual que colocará o torcedor no nirvana. E com um time modesto e jovem é até possível levantar a taça, porque o rival Internacional se ocupa com Libertadores.

Se havia uma hora para montar e testar um time de garotos era agora. Se havia um treinador certo para conduzir esse processo, seu nome é Luiz Felipe Scolari. Cascudo, ele aguenta qualquer pressão, é o único avalista possível num processo como esse. Claro que há um risco, o Grêmio não pode dar vexame no Brasileirão que começa em 9 de maio. O ideal para um ano de arrumação de contas seria conseguir uma vaga para a Libertadores 2016. Ou ficando entre os quatro do Brasileiro, ou pela via da Copa do Brasil. Se isso acontecer, Bolzan deixará uma marca. O homem que abdicou da vaidade de ser o campeão da hora para arrumar o futuro do clube que ama.

Fonte: Revista PLACAR

O Gremistão Constrangido e o viagra uruguaio

Depois que o colunista Zini, de ZH, decretou que a família Rodriguez não dá certo no Grêmio e que Braian Rodriguez não joga nada. Ele não é e nunca foi goleador, escreveu. Realmente, a trajetória do uruguaio não é lá essas coisas, mas há vários exemplos de jogadores que chegam aqui sem maiores referências e acabam dando resposta muito positiva.

Há casos de outros, afamados e festejados, que acabam fracassando. É o caso de Forlan, saudado efusivamente pelo Zini, e por quase todos nós, diga-se.

Mas, falando em uruguaios, uma historinha de outro produto de exportação do Uruguai para aliviar o clima de tensão que paira sobre todo o país e que tende a aumentar na medida em que se aproxima o jogo contra o Emelec e, principalmente, o 15 de março.

Um velho amigo, que vou chamar aqui de Gremistão Constrangido, é muito tímido para certas coisas. Por exemplo, comprar camisinha na farmácia.

Procura sempre comprar um ou outro produto, mesmo sem necessidade, para misturar com o preservativo, acreditando que assim chama menos atenção.

Ah, e só vai ao balcão quando os outros clientes já foram atendidos.

Pior é quando ele viaja para o Uruguai.Sempre tem os amigos que pedem remédios para disfunção eréctil “para os amigos”

Os amigos dos amigos, claro,’não precisam’, mas sempre que o Gremistão Constrangido viaja para sua terra, Livramento, fazem pedidos de toneladas de genéricos do Viagra e do Cialis, que no Uruguai custam muito barato.

Todos dizem a mesma coisa, com ar sério, como se tivessem combinado: “É para uns amigos lá do trabalho”.

‘É para o meu irmão que está stressado”.

“Um tio do meu cunhado tá precisando”

Sacana, com um sorriso matreiro, ele pergunta para provocar: “E os ‘amigos’ não querem também um vinhozinho chileno?” A resposta é sempre não.

O Gremistão Constrangido se diverte. Semana passada foi lá ele de novo.

Chegou na farmácia de sempre em Rivera na esperança de que estivesse vazia. Não queria passar por contrabandista ou tarado sexual.

A farmácia estava cheia. Mulheres, idosos, crianças, todos uruguaios. Havia apenas um homem atendendo. Ele sempre buscava um atendente masculino.

Dava um jeito daqui outro dali, mas não escapou.

- Ola, o senhor que vai querer? – perguntou-lhe uma sorridente uruguaia.

- Ah, sim, umas encomendas para uns amigos .

E acrescentou quase sussurrando:

- Similares do viagra e do cialis.

- Plenovit e Talis – disse a jovem atendente em tom normal, mas que para o meu amigo parecia ter saído de um serviço de alto-falante de quermesse.

O Gremistão Constrangido sentiu todos os olhares voltados para ele. Manteve a cabeça baixa, ajeitou o boné que ele só usa nessas ocasiões, e murmurou:

- É isso mesmo, 15 caixas do Plenovit e 10 caixas do Talis. Ah, pode ser mais cinco do viagra mastigável. Sabe como é, tenho muitos amigos…

A uruguaia simpática arregalou os olhos e correu para buscar os medicamentos.

Na volta dela, conferiu os preços, muito mais baixos que no Brasil.

- Por que o Talis é tão mais caro que o Plenovit? -, perguntou baixinho.

Foi um erro. A atendente  pegou uma embalagem de cada, ergueu-as e gritou para o colega, que estava na outra ponta do balcão:

- Brunooo, o brasileiro quer saber por que o Talis é mais caro.

O Gremistão Constrangido quis por momentos ser invisível. Sentia-se num palco com holofotes sobre ele.

O uruguaio respondeu, abrindo um sorriso safado:

- Com o Plenovit o homem vai para um caçada dar um tiro… Com o Talis ele vai para um pescaria buscar vários peixes…

Empate justo no Gre-Nal da integração

Qualquer análise do Gre-Nal passa pelo seguinte fato: o time reserva, ou misto frio, do Inter empatou com os titulares do Grêmio. Só esse dado já mostra a diferença que existe hoje entre as duas equipes. Uma diferença que há muito tempo eu não via.

Nem quero imaginar como seria o clássico se o Inter viesse com força máxima.

É claro que o Inter teve quase todo o estádio a seu favor, e isso fortaleceu um pouco mais o time que Aguirre colocou em campo. Há que se destacar, ainda, que alguns reservas momentâneos do time colorado seriam titulares do Grêmio. Cito Anderson e Alex, que dariam muita qualidade ofensiva ao Grêmio, qualidade que anda faltando faz tempo.

Ou o Grêmio se qualifica com mais um meia de articulação para o lugar de Dougas e de um centroavante que imponha respeito e faça gols, ou…

Isso posto, vamos a uma análise do time que Felipão mandou a campo.

Primeiro, estranhei a escalação de Matias Rodriguez, surpreendente. Pois o argentino jogou muito bem, em especial em comparação com ele mesmo. Marcou, foi determinado e raçudo. E olha que o Inter explorou bastante o seu lado. Nasce um lateral-direito titular?

A defesa como um todo foi bem, mas pra mim o melhor foi Erazo. Ganhou quase todas as bolas pelo alto e venceu o duelo com Nilmar. No final, inclusive, Erazo afastou de cabeça uma bola que tinha direção de nilmar, junto a trave esquerda.

Marcelo Oliveira teve altos e baixos, os baixos em suas investidas ao ataque. Irritante. Júnior com certeza faria melhor.

No meio de campo, Wallace conquistou de vez a posição, e chega de invenção ali. Araújo fez um vai e vem discreto. Tanto que saiu para dar lugar a Giuliano. Giuliano entrou bem, teve uns 15 minutos de boa contribuição. Depois, caiu.

Felipe Bastos também alternou bons e maus momentos. Mais acertou do que errou. E, claro, continua devendo como bom arrematador, fama que o precedeu e que até agora não justificou.

Douglas é aquele que cara que chama o jogo, retém a bola e tenta fazer a melhor jogada com bolas enfiadas. Como se sabe, quem arrisca o passe final tem mais chance de errar do que aquele burocrata do toque para o lado ou para trás. Não tenho dúvida de que o Grêmio precisa alguém superior para a posição. Mas para ser justo não posso ignorar que saíram dos pés de Douglas alguns dos melhores lances ofensivos. Mesmo assim, é preciso alguém mais dinâmico para a função, alguém que invada a área a drible também. Por enquanto não vejo ninguém melhor no grupo gremista. Assim, vamos convivendo com Douglas da melhor maneira possível.

Na frente, Mamute foi uma grata surpresa. Ao menos para mim e muitos que conheço e que, como eu, já haviam decretado a extinção do Mamute – não pude evitar essa. Mamute foi perigoso, teve personalidade, driblou e chutou. Por enquanto, é titular do ataque. Francisco Coelho, patrono do boteco, é ficha um nessa aposta.

Outro jovem, o Lincoln, confirmou que precisa e merece ficar no time. Atrevido e com boa visão de jogo, enfrentou a marcação com destemor e técnica. Nunca se intimidou. Pelo contrário, parece que gosta de encarar os grandalhões, como fez com Paulão.

Felipão está acertando o time com o material humano que lhe foi disponibilizado – por favor, não pensem que ele preferiu Douglas ao Conca. O fator financeiro pesou em todas as indicações do técnico. Fora isso, ele é obrigado a fazer experiências até encontrar o melhor time. Portanto, é injustiça dizer que ele inventa.

No final, entrou Everaldo no lugar de Mamute, cansado. O time sentiu a mudança em termos ofensivos. O ataque morreu.

O Inter cresceu no final e por pouco não marcou.

No final das contas, o 0 a 0 desagradou gremistas e colorados. A vitória para qualquer um dos lados foi uma questão de detalhe.

Arbitragem

Sem outro juiz em campo, o D’Alessandro, o Gre-Nal transcorreu tranquilo. O erro maior foi do bandeira Marcelo Barison, que anulou um ataque em que Mamute entrou na área para marcar, depois de dar um corte no zagueiro. Barison viu impedimento. Jean Pierre foi relativamente bem.

Integração

Um sucesso a iniciativa de misturar gremistas e colorados. Antes do jogo, porém, o mundo real: pancadaria entre os bagunceiros de sempre.

Desafio: qual o time do Grêmio no clássico?

Os dois técnicos fazem mistério para o Gre-Nal. Até aí nada de novo. A novidade seria a transparência, treinos com portões abertos e entrevistas esclarecedoras, sem subterfúgios.

O certo é que o Grêmio vai com a sua força máxima, o que não significa grande coisa a julgar pelos resultados obtidos até agora no Gauchão. Resta saber o que Felipão entende como força máxima.

Pra mim, Wallace de titular faz parte de uma força máxima. Felipão parece pensar diferente, já que deu uma esfriada no jovem volante.

Por outro lado, o Inter vai poupar o mínimo de titulares. Diego Aguirre acena com um misto frio. O problema é que o presidente Piffero não vai perder uma oportunidade como essa de, jogando em casa, com torcida quase 100% a favor, de vencer e até golear, sonho de qualquer colorado neste domingo.

Então, o presidente vermelho, que não faz esforço para ostentar sua soberba, deve estar pressionando por um time no mínimo misto quente, mesmo tendo o jogo contra o Emelec em seguida.

Bem, eu penso que o Inter terá pelo menos uns seis titulares, sendo que alguns reservas são meio titulares, com um pé dentro do time. Anderson, por exemplo, hoje é reserva. Um reserva que seria titular no Grêmio. Prevejo o Inter com um misto muito quente.

Já o Grêmio, que a rigor não tem um time titular, ou um time confiável, vai com sua força máxima pensando em arrancar um honroso empate na casa do rival.

Por isso, Felipão deve ir com três volantes, dois meias e um atacante. Agora, se o atual Felipão ainda é o da Copa do Mundo, que foi faceiro para cima da Alemanha, aí ele entra com dois volantes, três meias/atacantes e um jogador de referência na frente.

Diante de tantas incertezas, lanço um desafio aos botequeiros e botequeiras – Renata deu sinal de vida no post anterior. Quem acertar o time que começa o jogo ganha uma cerveja 1903, 600 ml, e um copo 1983.

Cada um tem direito a uma escalação, que deve ser postada até o meio-dia deste domingo. Se tiver mais de um acertador, algo quase impossível, ganha o prêmio aquele que postou primeiro. E, se o Grêmio vencer, de tanta felicidade darei mais um brinde ao sábio/sortudo.

MAMUTELLI

O jovem Mamute, aposta solitária do nosso patrono, o Francisco Coelho, pode começar o jogo. Considerando que Everaldo e Lucas Coelho – parente do Francisco? – não foram bem até agora, não duvido que Mamute comece.

Não o vi nos jogos da seleção brasileiro no Uruguai, mas sei que é um jogador de força e velocidade, capaz de encarar a zaga colorada com valentia, o que pode compensar a sua falta de qualidade técnica.

Para quem já foi campeão com Nildo e Gilson de centroavante…

MEU TIME – não o de Felipão – PARA O GRE-NAL DESTE DOMINGO SERIA:

Grohe; Gallardo, Rodolpho, Erazo e Júnior; Wallace, Marcelo Oliveira e Felipe Bastos; Lincoln e Douglas; e Yuri Mamute.

E seja o que Deus quiser.

A imprensa e o entorno do Beira-Rio

Deus é testemunha – sim, eu acredito em Deus – que eu evito ao máximo escrever sobre a imprensa futebolística ou grenalística, mas tem vezes que não resisto e impulsionado pelos diabinhos que me cercam e tentam me levar ao mau caminho dou meus pitacos.

Deus é testemunha também que luto muito contra a ideia propagada entre os gremistas em geral de que a mídia usar dois pesos e duas medidas para fatos envolvendo a dupla Gre-Nal.

Tem momentos, porém, em que a represa estoura. É o caso do que aconteceu ontem no Beira-Rio e em seu entorno.

Se por uma lado foi uma noite maravilhosa para os colorados, que festejaram a bela vitória sobre o time chileno, por outro lado não se pode minimizar o que aconteceu junto ao estádio: o confronto violento entre soldados da Brigada Militar e torcedores e, principalmente, os dois atropelamentos – um deles com óbito – ocorridos na avenida, espaço público invadido por uma entidade privada, prejudicando o deslocamento de pedestres especialmente em dias de jogos. Ou seja, o leito da avenida tornou-se território de alto risco para os torcedores.

Algo, aliás, alertado faz tempo por blogueiros e desprezado pela mídia em geral, muito mais preocupada em exaltar o ‘estádio da Copa’ sem qualquer enfoque minimamente crítico, o que é deplorável. Houve até jornalista que se prestou a elogiar a invasão de área pública dizendo que era uma formidável integração do público com o privado.

Nesse aspecto, o advogado Demian Diniz e o engenheiro RW com a sua consagrada corneta – entre tantos outros – foram mais jornalistas que a grande maioria dos jornalistas.

Demian em seu blog de hoje resume tudo:

“Nós avisamos.
Quando houve a “interação inédita na cidade”, nós avisamos.
Dissemos que era um perigo ter um estádio de futebol invadindo uma avenida.
Que seria muito arriscado ter torcedores circulando em uma calçada minúscula, ao lado de uma avenida.
Que os torcedores circulariam na própria avenida e poderia ocorrer uma tragédia.
E aconteceu.
Ontem, dois torcedores foram atropelados no Beira-Rio, ops… NA CAPITAL, como diz a ZH.
Um deles, faleceu.
O outro está em estado grave.
Na Copa, chegaram a colocar uma grande entre a calçada e a pista, quando deveria ser entre o estádio e a calçada… mas como tem a Integração Inédita na Cidade, e o estádio está dentro da avenida, não tem como fazer isso.
É a segunda morte de atropelamento no Beira-Rio recauchutado.
Claro, mas o problema é o entorno da Arena”.

Em outro post, Demian escancara o tratamento diferente para as sedes do Grêmio e do Inter. Confira em:

http://www.blogdodemian.com.br/2015/02/comparem-as-manchetes.html

Inaceitável também é o tratamento dado pelos jornais de hoje aos lamentáveis episódios de ontem à noite junto ao Beira-Rio, faço questão de frisar para não deixar dúvidas de que coisas ruins acontecem em qualquer lugar, e não têm coloração clubística.

As manchetes exaltam na capa – ou contracapa – a vitória colorada, e isso está mais do que certo, mas simplesmente omitem os incidentes ocorridos fora do estádio, tão ou mais relevantes do que o jogo em si, já que um torcedor morreu atropelado na tentativa de ir ao jogo, e o confronto entre torcida e BM foi realmente pesado, como mostram fotos que andam circulando nas redes sociais.

Aí, um gremista me liga de manhã cedo: ‘Imagine se essas coisas acontecem no entorno da Arena?’, comentou.

Nem quero imaginar.